sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Virada 2010/2011



Feliz Virada de 2010/2011 a todos os que me são importantes e queridos, ou seja, a você!

Mais algumas parcas horas e mais um ano acabou.
Acho que agora que consegui compreender que chegou o Natal, mas ele já acabou há uma semana.
Tudo passa tão depressa e a gente não consegue assimilar cada tempo, cada experiência.
Mas não há como mudar isto, o que há é que se comemorar o amor, a amizade, a saúde e tantas outras bênçãos que temos e sonhar, sonhar muito.
Sonhos que não sejam meras utopias e sim possíveis e passiveis de serem realizados. Possíveis por estarem ao nosso alcance e passíveis porque faremos nossa parte.
E neste novo ano que seja assim, sonhar, lutar e realizar. Estreitar ainda mais as amizades, amar e amar e acreditar que com Deus ao nosso lado seremos fortes, mesmo quando formos fracos.



Praticamente não há mais tempo para relatos em 2010, pois estou saindo para a casa dos meus pais onde passarei a virada. Quero dizer a todos que estiveram comigo aqui, em especial aos que podem muito bem compreender o que é ser bipolar, que amei estar com vocês. Tenho vivido dias complicados. Não tenho produzido por estar tendo muito sono em virtude dos medicamentos e, por falta de adaptação a determinadas situações as depressões tem sido uma constante. De qualquer modo, quero deixar registrado que não deixo de confiar em Deus como meu Senhor e Salvador e no potencial que Ele me deu. Tenho convicção de que, mesmo não sendo na quantidade e tempo que gostaria vou produzir, produzirei muito ainda e poderei me orgulhar da capacidade que me foi dada. Continuo afastada do serviço até o dia 02/01/2011. Já tenho médico marcado para o dia 03/01/2011 e não me sinto pronta nem física nem emocionalmente para voltar. Razão pela qual imagino que continuarei afastada, a critério do médico naturaralmente. Mas sei que no tempo certo estarei de volta às minhas atividades com o mesmo empenho e desenvoltura que sei ser capaz.
Houve um tempo que só o fato de não conseguir concluir meus projetos no tempo que determinei para que fossem concluídos me deixariam arrasada, mas não hoje. Além do retorno ao meu trabalho regular, gostaria de ter concluído quatro livros que tenho semi-prontos. Mas a vida me fez entender minhas limitações e o tempo de Deus para cada coisa.
Mil beijos a todos e continuo contando com vocês no ano que já está em trabalho de parto.

Teresa Azevedo
www.teresaazevedo.prosaeverso.net

sábado, 25 de dezembro de 2010

Revivendo meu sonho dourado


Neste Natal revivi meu sonho doourado, foi simplesmente fatástico. Mal podia conter minha alegria de ter todos os meus entes mais amados ao meu lado. Fui ricamente abençoada e só tenho a agradecer a Deus. Existem coisas na vida que o tempo não mata, ao contrário só faz aumentar. Uma delas é o amor mais puro e verdadeiro pelos nossos familiares. Obrigada meu Deus!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Último período até 21/12/2010


Que maré de baixo astral é esta? Ando desanimada e um tanto depressiva. Creio que o fato do meu filho ter repetido de ano tenha colaborado muito para isto, mas tenho que convir que as coisas já não estavam boas há um bom tempo. Preciso me reerguer. Achar o fio da meada e nao estou conseguindo. Onde está este fio? Sinto como que anêmica na minha veia poética. Estou precisando de sangue novo. Energia vital faltando no momento. Tenho várias coisas me preocupando no momento, de modo que não oonsigo me concentrar na revisão do livro, novas atvidades do Portal e outras coisas assim... Bem como sempre confiante em Deus para poder sair desta situação complicada.
A imagem acima é de um quadro de meu filho Rafael de quando ele tinha 9 anos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Até quando?


Até quando?
Até quando desertos anti-poéticos existirão em mim?
É uma secura de pensamentos, sem palavras, sem mais nada.
Para onde vai toda magia?
Foi ela que fugiu com a ilusão?
Que descompasso de doçura, de meiguice, ausência de paixão.
Como uma máquina que caminha de acordo com as engrenagens secas.
Sem o óleo do amor, o amaciar do desejo.
O anseio dos amantes escondesse na floresta da realidade.
O permear da entrega perdeu-se no outrora.
Até quando desertos anti-poéticos existirão em mim?
Mesmo que por alguns momentos diários amamenta-me em seu peito oh sonhos...
Pior que isto é criar para sua própria mente, pois a mão não tem força para segurar a pena.
O computador ao seu lado parece ser tão distante devido à indolência da dor.
Até quando vou me sentir assim um descompasso, entre uma mente fértil até na depressão que lhe acomete e um corpo ignóbil e de uma inércia cruel?
Até quando?

De 1/12 a 12/12/2010


Neste periodo tive as famosas dores de cabeça nos primeiros dias e depois fui tomada por um desânimo terrível. Passando horas do dia dormindo. Mal posso fazer meu serviço. A revisão do meu livro continua incompleta. Estive na minha psicoterpeuta e ela aumentou a dose do controlador de humor, pois contei a ela que andei me excedendo com minhas despesas, como sempre com bobagens. Mas isto está sendo terrível o sono é muito e não sinto vontade de fazer nada. É certo que todos os meses tenho dois ou três dias de desânimo. Acho que é hormonal apesar de eu ser histerectomizada há anos, tenho ainda um ovário e creio que deva ser isto. Porém este período atual já dura mais do que dez dias, o que não é mesma coisa. Nesta última semana tenho sentido uma certa depressão coisa que há muito não sentia. Estou precisando resolver umas questões financeiras e isto tem acabado comigo. Estou engordando acho que de tanto dormir. Propus a andar, mas não tenho ânimo. Há momentos que me sinto tão perdida por estes ciclos. Tomara que tudo volte ao normal logo, pois tenho visto o tempo passar tão depressa e eu não tenho produzido nada, isto é irritante e constrangedor.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

25/10/2010


Hoje o dia foi super corrido. Fisioterapia da minha mãe, faxineira, visitas no almoço. Mas finalmente a tarde consegui dormi. Noticias de doença de um amigo me deixou muito abalada.Quando acordei minha cabeça estava explodindo de dor. Felizmente agora estou melhor. Precisando relaxar.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Como a madrugada é estimulante!


São 02:29 da manhã, o sono começa a chegar, mas não por insônia. Mas por eu me permitir ser livre para dormir e acordar quando quero. Claro que tenho compromissos, não me tornei assim um ser irresponsável, mas me deleito na elasticidade do meu tempo, na praticidade de minha vida assim, na magia de organização que caminha com o processo de criação e não de obrigação. Acho isto maravilhoso, divino. Uallll! Glória a Deus!

25/11/2010


Acordei bem disposta hoje, valeu a pena dormir tanto ontem. Já cuidei de alguns afazeres em casa e agora estou tentando ler e-mails, escrever um pouco, enviar alguns trabalhos. Trabalhar em minhas coisas é o que quero e preciso fazer. Naturalmente preciso fazer esforço para concluí-las. Mas não é como estar trabalhando na Gráfica ou em qualquer outro lugar, pois aqui quem comanda o jogo sou eu. Se percebo que minha condição é boa aproveito para adiantar as coisas. Caso contrário, diminuo o ritmo. Se necessário paro e pronto. Posso lidar com meus limites sem cobranças. Quando minha cabeça dói muito eu me deito e relaxo, esqueço o mundo. E assim vou. É maravilhoso estar longe das pressões ininterruptas e das obrigações das quais não dou conta, me frustro e sofro tanto. Estando no meu habitat seu que sou uma pessoa útil, capaz, feliz e normal. O equilíbrio me envolve ao contrário de outras situações. Aqui não há medos, nem pauras, só existe um porto, meu porto seguro. Agradeço tanto a Deus que me abençoa para viver esta experiência ímpar. Glórias a Ele hoje e sempre. Amém

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ladrão de Ilusão



Ladrão da tardia ilusão!

Há algum tempo joguei a poeira atrás de um amor.
Amor que me foi caro, mas de vadio acabou.
Não fez flor, não deu fruto, só à decepção prestou.
Tinha ele ficado perdido no tempo e espaço da mente.

Mas ontem mexendo na agenda vi seu telefone perdido.
Lembrei-me dos velhos tempos em que não era bandido.
Aquele que roubou minha tardia ilusão.
Hoje ando tão dura em pedra, tão pé no chão.

Pergunto-me porque se perdeu no tempo?
Tão estranho em nada mais sedendo?
Como pode ser assim de brincadeira?
Um ator dramático por plena bobeira?

Estranho lembrar e já não sentir raiva.
Passada a saraiva, a bonança e depois o nada.
Mas ontem, voltou à lembrança não o homem.
Voltou o sonho de finalmente ter e deixar-se perder.

Logo ontem, quando por outras razões.
Mais uma coisa deixei. Decidi:
Hei de deixar mais uma forma de mim.
Sim, preciso mudar sem indagações.

Chega de sofrer pela dor do não querer.
Dor do envelhecer, dor do desejo quente, ardente.
Que já não encontra guarida. Oh vida!
A cada dia serei mais plástica, elástica.

Neste ponto não mais gente. Incoerente.
Chega de buscar o que já não existe.
Querer alcançar o que só me faz tão triste.
Peço a Deus que me capacite e me limite.

Poesia que escrevi há mais de dois meses, quando estava sofrendo ela pressões do trabalho sobre o TAB



Quando nem figurante eu sou...

Quando nem figurante eu sou...
Longe de tudo o que é meu estou.
Ressecada e distante da poesia,
Sem ventos, chuvas, verde ou fantasia.

Minha cabeça explode a todo tempo.
Como um vulcão em plena erupção.
Perdendo o senso crítico e rítmico.
Pior que o patinho feio me vejo ali.

Quero ser clave de sol em tua partitura.
Preciso ser protagonista de tua leitura.
Estar distante da prisão e deste chão.
Viver como ondas calmas em teu mar.

Há tempos em que fico seca, me falta a poesia.
Tempos de tormenta e aflição dos fazeres múltiplos.
Tempo que murcham de ser eu mesma.
Sou apenas máquina, enferrujada, encalhada.

Odeio viver estes tempos, engessada em horários.
Acabada, sem prazeres. Martirizada pelos deveres.
Travada em poças de agonia.
Onde o coração é só melancolia.

Sufocada na boca, sem papel, sem caneta.
Sem areia onde possa rabiscar meus sonhos.
Presa, envolta de plantações de murtas.
Um filme de longa duração fechado em um curta.

E para piorar ainda...
O que abunda em mim não mais fecunda.
Entorpecida de vontades cambaleio.
Enternecida de desejos vagueio.

25/11/2010


Hoje amanheci bem desanimada, cansada melhor dizendo. São mais de 16 h e ainda não tive ânimo para nada. Mas logo passa, tenho certeza. Vamos prosseguindo a vida com a graça de Deus.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Período de afastamento


Eu estou afastada e bem. Estranho como o fato de longe do serviço, das pressões diárias me faz bem. Claro que eu equilibro as coisas quando estou por aqui. Se durmo tarde, acordo tarde. Não me forço a fazer coisas o tempo tempo Procuro estar com minha família e meus amigos. Então não tenho porque me estressar. Vez por outra me entristeço com alguma coisa, preocupo-me além da conta com algum problema, mas isto é natural. O que sei é que aqui penso até que tudo é normal. As dores de cabeça são mais eventuais, tenho procurado fazer exercício de respiração para oxigenar o cérebro. E tudo tem corrido na normalidade estando em meu refúgio. Uma maravilha!!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Retorno ao trabalho


Houve um prolongado repouso.
Repouso de pressões, stress...
O tempo passou, a hora de voltar chegou.
Agora estou aqui no meu quarto.
Já é madrugada e ainda não consegui dormir.
Ah que dureza ter que forçar minha natureza.
Amo o silêncio da noite para o trabalho.
E assim que tudo vinga prá mim.
Mas nem td é como queremos.

Senhor me ajude a desempenhar meu papel como devo.
Que eu saiba ser em grata em todo tempo.
Amém

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

De 27/10 a 11/11//2010



Estou me preparando para o retorno ao trabalho no próximo dia 15/11/2010. Estive bem desandada com o meu equilíbrio. Mas estou confiante que tudo correrá bem. As dores de cabeça ainda são fortes sempre que me esforço além do normal. Estou confiante que superarei esta fase, mas confesso que poder estar na tranquilidade não é apenas bom, mas necessário para mim. De qualquer modo vamos lá, esperando no Senhor Jesus Cristo e fazendo o que me couber.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Desde o dia 20 até ontem 26/10/10 só hibernei


Numa mescla de dores de cabeça, desânimo absurdo e sono sem medida passei estes dias.
Se eu disser que estive ou estou triste minto, pois estou normal e mesmo assim não consigo ficar bem.
O estranho é que tenho tido tanta coisa para fazer, mas não consigo fazer nada. Só quero dormir e dormir.
Na verdade se eu lembrar que fiquei pensando que o feriado provavelmente seria corrido, caso eu fosse fazer todas as coisas que precisava, fiquei cansada só em pensar nisto, mas francamentbe isto é um atitude muito tola de meu inconsciente ou subconsciente, sei lá.
O fato é que tenho mais que dormido, diria que tenho hibernado.
Espero que esta fase passe logo. Credo!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

19/10/2010


Hoje estou bem ansiosa. Com um pouquinho de dor de cabeça e várias dores no corpo. Um grande cansaço apesar de não ter feito nada de excepcional e com sono injustificável para alguém que tem dormido cedo e que está afastada.
Quem me dera não ter tanto sono, sinto que a vida passa tão mais depressa para mim por conta disto, mas fazer o que? Se eu não tomar meus remédios o descontrole é inevitável, como por várias vezes já tentei parar.
É são as limitações da vida, graças a Deus que as minhas são pequenas e possíveis de suportar.

O desenho acima é um dos meus rabiscos antigos.

domingo, 17 de outubro de 2010

última semana 11 a 17/10/2010


Terminava minha licença saúde e eu estava melhor, as dores de cabeça estava leves, as confusões quase não existiam. Bastou iniciar a semana e eu saber que ia voltar ao trabalho voltei a dar pani. Um medo de não dar conta me tomou, as dores de cabeça aumentaram, votaram e as confusões na minha mente recomeçaram. Assim mesmo tentei me manter. O feriado estava terminando e eu fiquei em pleno desespero. No dia seguinte ao invés de voltar ao trabalho tentei marcar um médico com urgência. Estive lá e expliquei o caso a ele, tendo sido afastada por mais 30 dias. ele acredita que neste tempo conseguirei me recuperar, mas disse que caso isto não aconteça volte lá.
Sabe eu amo o que faço, só não consigo mais suportar o burburinho. Penso que se eu trabalhasse em um horário diferenciado conseguiria resolver isto, mas meu Departamento e toda sua Diretoria só trabalha em expediente normal. Já pensei em pedir transferência para um horário noturno, mas não sei se me acostumo também. E depois não sei se é o que devo fazer no momento.
Bem a verdade é que estou me colocando diante de Deus e pedindo que Ele direcione oque deve ser feito. Que seja o melhor para mim e para todos. Afinal só Ele pode dizer o que é bom para mim.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

12/10/2010

Hoje amanheci com uma bela dor de cabeça, incrível só a preocupação de voltar ao trabalho fez isto. Estou bem nervosa...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dia 11/10/2010


Eu fiquei afastada e foi ótimo, dormi muito, descansei bastante e as dores de cabeça não voltaram.
Amanhã irei ao médido, mas francamente estou com muito medo de voltar ao trabalho. Sei que será pauleira e não sei como vou reagir.
Vamos ver o que acontecerá.
Sabe fico pensando como farei porque tenho dormido tanto que não sei se aguento o rítmo.
Quase nao saí nestes dias, nem sequer trabalhei nos meus escritos em casa, será uma mudança brusca demais, estou bem apavorada. Que Deus me ajude e oriente ao médico.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

5 e 6/10/2010


Ontem e hoje passei super bem.
Ontem só tive muito sono, mas nada de dor de cabeça. Isto é mesmo uma vitória e tanto.
Acho que ver as coisas em casa organizadas e tempo para mim foi o motivo desta melhora incrível.
É bom demais sair do burburinho e estar assim na tranquilidade, mas é claro que tenho que ir me preparando para o retorno logo após o feriado.
Se Deus quiser tudo vai ser na paz.
Sinto-me como lady bee aqui retratada.

domingo, 3 de outubro de 2010

3/10/2010


Vou postar aqui um de meus desenhos que fotografei hoje.
O dia de hoje foi cheio.
Aniversario do meu irmão mais novo.Parabéns Benê, um novo horizonte está surgindo. Beijos.
Almoço com os filhos. Tarde de trabalho, soninho para compensar, tristeza a noite, visita aos meus pais, conversa com os amigos, aprovação do boneco do que me cabe da nova antologia.
Notícia sobre o coma do pai do amigo Francisco. Que Jesus seja com a familia e restaurando a vida do Sr. ângelo.
Eleição. Fiquei triste por minha candidata não ter entrado para o segundo turno, mas vamos aguardar os resultados e torcer para que o Brasil tão amado possa continuar sendo este país maravilhoso, onde a liberdade de expressão seja uma realidade sempre, que a corrupção possa ser banida, as necessidades básicas do povo possam ser atendidas com dignidade e honestidade. Que Deus salve nossa terra!

sábado, 2 de outubro de 2010

1/10/2010


É tarde, pouco mais de 15 h, estou na casa do Fábio, irmão que a vida me deu, ao lado dele.
Como sua companhia é aconchegante como colo de pai. Sento-me aqui olhando a chuva que cai lá fora. Pela sacada dá para ver o tempo bem fechado.
Olho as paredes e são tão tranquilizantes aos meus olhos, os papéis de parede em tons pastéis, um com caracóis e pequenas conchas coloridas; outra com riscados de azul e creme. Os móveis escuros dando um ar sóbrio. Em uma das paredes dois quadros, um deles com um de meus desenhos. Só um amigo faria um quadro com um desenho de alguém que não tem técnica e ainda diria que é bonito. Como um pai que coloca o desenho que o filho fez no jardim da infância no seu escritório. A dama vestida de plumas e cetim verde fiz e um dia levei para ele ver, como ele gostou dei a ele, mas daí até virar um quadro é outra história, só mesmo este irmão lindo. Sei que beleza que ele vê é o meu carinho por ele, a intensidade de mim em cada traço e cor.
Tenho estado encolhida em mim nestes dias em decorrência do estresse, hoje fiquei em casa dormindo até as 13 h só sai porque tinha que levar meu atestado para marcar perícia, coisas do funcionalismo público. Decidi passar aqui para pegar mais um exemplar do novo livro do meu grande mestre, escritor Fábio. Este por encomenda do meu filho Ricardo.
Cheguei aqui acabada, sem maqueagem, cabelos mal penteados, vestida com a primeira roupa que encontrei na minha frente, sapatilhas, coisa que não é muito natural para mim. Sem qualquer interesse de ser vista caminhei pelas ruas semi-morta até encontrá-lo.
No momento em que o vi, senti-me protegida. Subimos e ele já estava atrasado com sua medicação. Tomou-a e imediatamente teve que deitar-se como é praxe. A chuva começou cair torrencialmente e eu fiquei aqui ao seu lado. Vendo-o sofrer com as horríveis dores e vertigens. Como eu queria poder aplacar seu sofrimento. Meu querido enquanto você se recuperava de sua dose cruel, porém indispensavel de medicação eu o observei de olhos fechados. Deus sabe como se sente nestas horas. Orei para que Ele fosse consigo.
De certo modo acho que o encontro aí com minhas limitãções e vc com as suas. Não sei se é justo que eu compare meu sofrimento ao seu, mas na devida proporção do que cada um é capaz de suportar, comparo-o. Você tão forte, enfrentando um câncer que tem dilacerado seu corpo há mais de dez anos e eu fraca, com a depressão que dilacera minha mente. Sou apenas um pequeno impacto do meu transtorno bipolar, um pedaço destroçado de mulher e humanidade nestas horas. Em breve voltarei a ser semi-livre, mas você ainda continuará aqui aprisionado a esta maldição. Mesmo assim, será um colosso de ser humano lindo, que consegue resistir a cada queda, a cada fase, a cada nova fase de delírio e dor.
Oh amado irmão que me inspira e elege como parte de sua vida, como morada do seu ser. Honra-me com amizade tão ilustre. Perdoa-me por tamanho incômodo em sua hora de repouso, Perdoe-me por usurpar do teu espaço/tempo e de fazer dele meu alento. Não quero ser incômodo, sei que nem tampouco sou comanhia, pois nessas horas a solidão sim é sua melhor cria, mas ainda assim insisto em estar aqui por esse tempo. Insisto em ter-lhe por perto de mim para ser forte. Meu consorte da poesia, a quem primo merecer dia-após-dia.
Ouço o barulho da cidade, carros, ônibus, buzinas e remeto-me daqui a um tempo já longínquo. Quando vivia com minha tia amada bem pertinho daqui. Naquela época eu era juventude e esplendor, amada dos homens, forte e inteira. Beleza e disposição compunham uma tentadora canção ao ouvido e olhos de todos. Mas nas horas de iquietude e sofrimento, era na minha tia em que eu me encontrava amiúde. No fundo sempre precisei de um colo. Um acolhomento para me fazer andar quando fraca, um recordar de quem eu sou e de que sou capaz. Condições que vocês dois de igual modo me proporcionam.
Agora estou aqui sentada em seu chão, me sinto tão criança e emoção. O sinto tão valente, minha redoma e redenção. Amigo, irmão, poeta, minha satisfação.
Aqui sou tão livre das celeumas do meu mundo, dos preceitos e preconceitos, sem medo, sem estígmas, sem camuflagens ou máscaras, sou apenas eu quando aqui estou.
Como agradeço a Deus por você existir em mim para meu sempre. Do modo como ela, amada tia é em mim tão presente.

A conclusão disto é que para quem pretendia passar o dia e a noite na cama, voltei para casa cantando. Me preparei a noite e fui a um churrasco na casa de amigos. Foi realmente delicioso estar lá com meus queridos amigos.

Sabe as vezes penso que o que preciso para estar sempre bem não é muito difícil de se oferecer, mas tenho consciência de que pouquissimas pessoas no mundo se predispõe a isto. Felizmente tenho uma delas perto de mim.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

1/10/2010

Consegui acordar cedo e sem dor de cabeça. isto é maravilhoso. Deus é fiel. Gente já é outubro, incrível.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

30/09/2010

É noite,não madrugada, minha cabeça passou o dia doendo. Estou bem desanimada. É estranho. Está tudo tranquilo aqui. Mas estou me deixando levar. Aproveitando o afastamento para poder descansar e fazer o que eu gosto. Tomara que eu melhore logo. Vou melhorar em nome de Jesus.
A medicação está em ordem, tenho tomado direitinho, na verdade estou sentindo falta mesmo de carinho.
Depois das lambadas da vida não sei se quero algo sério, mas quero companhia. Alguém que seja amigo, muito mais que um amor. Penso que pelo meu jeito, não por pura ansiedade, ter alguém faria bem. Mas sou chata neste ponto, então é esperar e procurar relaxar.
Tem hora que fico irritada demais, ando muito impaciente,mas tudo passa e se acerta.
Meu carro me faz falta, sem ele não fico independente como gosto de ser. Sabe que tenho meus momentos de sair e nem sempre posso. Gosto de sair sozinha, de carro pela cidade, deixar o vento bater no rosto para mim é felicidade.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

29/09/2010

Fui trabalhar pela manhã mesmo estando afastada, pois havia mta coisa para deixar em ordem. Vim para a casa as 13h trazendo ainda mais algumas pendcias para acertar. Poderia ter ficado mais, porém minha cabeça latejava demais. A confusão mental já era grande, assim preferi sair do burburinho. Tentarei me recuperar nestes dias de afastamento.Que Deus me ajude em o nome de Jesus.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

28/09/2010


Fui afastada do serviço por quinze dias, como previa estou com estresse. As dores de cabeça não eram do nada. A médica disse que não estou em crise pelo transtorno, porém é uma forma de evitá-la. Por um lado senti um alívio, pois não estava mesmo conseguindo ficar bem. Mas por outro me preocupo com meus colegas que já estavam sobrecarregados e agora então. Enfim o que posso fazer. É minha saúde se ela não estiver bem também nao poderei avisá-los.
A tarde,creio que por ter ficado preocupada e não ter conseguido deixar td certinho para os colegas, mesmo tendo ralado muito hoje. Já estava de atestado, nem a guia do afastamento que precisava ter feito eu consegui por falta de tempo. Terei que voltar aanhã para isto e para levar o serviço que trouxe para a cabar em casa.
Tive as dores de cabeça fortes no período da tarde e fiquei irritada com a minha pópria voz, como nos outros dias. Tomara que o fato de ficar em casa estes dias me ajude relaxar. Vou procurar me divertir e cuidar de coisas que em dias normais não posso, exemplo minha casa.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

27/09/2010

Estou bem cansada hoje, apesar de ter descansado bastante no fim-de-semana. Amanhã finalmente terei médico. Vamos ver o que acontece.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

24/09/2010


Ual! Estou ótima mesmo hoje. Foi bom demais trabalhar até tarde e colocar as coisas em ordem para hoje poder tocar o dia com maior naturalidade.
Além disto, vou ver meus amigos e aí vem o final-de-semana, bom demais né?
Tá vendo como oração e fé são fundamentais, mas é claro que você tem que fazer sua parte, não é?
Hoje é isto que tenho a dizer:
- obrigada Senhor por tomar conta de mim e dos meus, por tudo que me tem dado dia após dia e por me ouvir sempre e sempre, em o nome de Jesus. Amém!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

23/09/2010


É noite na Gráfica. tudo finalmente está calmo e me permite trabalhar.
Estou fazendo uma pausa para pegar firme e adiantar as coisas para que amanhã não fique tão perdida.
É impressionante como a agitação do trabalho me desorienta. Tenho estado muito estressada, aliás não só eu. Parece que os clientes estão a mil. Os serviços entram em grandes quantidades e tudo é sempre muito urgente.
Sinto que não tenho pique para fazer o serviço especialmente durante o período de burburinho.
Eu me perco o tempo todo, me disperso. Agora que o expediente acabou é possível desenrolar as coisas.
Quem me dera ter apenas meio período no burburinho e o outro no silêncio, tenho certeza de que tudo seria melhor.
Quem dera fosse possível mudar as coisas, mas não depende de mim, de nós.E nem da gerência tão somente, são políticas institucionais a serem mudadas e isto é bem mais complicado do que pensamos. Assim vamos fazendo como podemos.
Hoje não tive dor de cabeça, a fibromialgia está leve, mas sinto o cansaço e estou irritada demais. Não gosto nem um pouco disto. É algo além do meu controle.
Temo por minha saúde, me entristeço quando vejo que estas coisas acontecem.
Quero produzir muito ainda, tanto aqui e quanto depois que me aposentar, quando sonho trabalhar apenas com a literatura.
Além disto, tenho minha casa, minha família e tenho a mim. Que Deus me ajude.
Não quero ser uma pessoa que só reclama de tudo, ao contrário, reconheço que tenho tantos e tantos motivos para agradecer. Preciso ser forte.
Bem, mas vamos tocando da melhor forma que podemos, orando, confiando em Deus e fazendo nossa parte dentro do que nos é possível.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Relatório de intercorrências


Passa da meia noite e eu estou com dores pelo corpo todo,fibriomialgia. agora a dor de cabeça que não tem me deixado há dias não está só.
A exemplo de outros dias, hoje por sinal ela foi muito forte, minha própria voz em tom baixo me incomodava, a confusão aumentava quando os clientes, telefone, colegas e fornecedores se manifestavam juntos ou separadamente. Em vários momentos do dia ela foi tão intensa que eu não conseguia raciocinar. É estranho pois naqueles momentos em que isto acontecia eu, literalmente, perdia a razão, eu mal sabia o que responder às pessoas. Além da dor, um branco sobre os assuntos em pauta e ao mesmo tempo o som da bolsa de valores aumentada muitas vezes estava presente em minha mente, um verdadeiro turbilhão.
Finalmente, depois deste dia de atropelo e dor, cheguei em casa e procurei relaxar, mas foi difícil, pois o barulho da TV e voz do meu filho me incomodaram, não que estivesse falando alto ou a TV estivesse com muito volume, ao contrário até por ele saber que eu não estava bem.
Só agora, quando todos dormem, não há televisão ligada, nem rádio, só o barulho da velha CPU corta o silêncio da noite e eu consigo me sentir um pouco melhor, mentalmente falando.
Houve um período em que meu braço esquerdo começou formigar e eu fiquei apavorada, fui ao WC várias vezes molhar a nuca, as temporas e os pulsos. Como estou sem convênio tenho muito medo de ir parar em um Pronto Socorro.
Dia 28 terei consulta com a psiquiatra, razão pela qual estou relatando tudo o que tenho sentido, temendo esquecer de alguma coisa importante. Não vejo a hora de chegar. De antemão estou tentando marcar um horário com Neurologista e com Cardiologista.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Relaxamento


Estou no serviço há quatro horas, minha cabeça está doendo razoavelmente apesar de já ter tomado um relaxante muscular por volta das 10 h.
Concluo que relaxar de fato está fazendo muita falta. Tenho me sentido presa e acuada com os afazeres de meu ofício regular.
Sinto falta de relaxar na água, de pisar na areia, de ouvir apenas o canto dos pássaros, o som de um riacho ou cachoeira, respirar ar puro. Sem horários ou compromissos extressantes.
É claro que qualquer um deseja ser feliz e tranquilo assim, mas para mim isto tem sido vital.
Preciso com urgência descobrir um substituto para tais coisas. Algo econômico naturalmente, pois continuo financeiramente muito apertada.

domingo, 19 de setembro de 2010

20/09/2010

Acordei bem, sem dor de cabeça. Mas bastou receber um telefonema indesejado e conflituoso para passar o resto do domingo com muita dor de cabeça. Não consegui produzir nada. Estas dores de cabeça tem me incomodado demais. Elas sempre aumentam quando tenho algum problema, sofro algum tipo de pressão ou coisa assim. Estou aguardando minha próxima consulta no dia 28 para relatá-las a minha psiquiatra.Há dias em que nem os medimentos para dor resolvem, tem sido um transtorno.

Entrevista sobre lançamento de Espelhos & olhos


Caros leitores

O resultado do meu tratamento tem sido prazeroso, apesar das lutas diárias muitas coisas tenho conseguido.
Uma delas foi a idéia e compartilhar com vocês minhas experiências sobre o transtorno o que tenho feito por aqui e em breve estarão disponíveis através de meu novo livro. Tracei um plano para que ele acontecesse, objetivando estar mais madura como escritora para publicar o mesmo. Assim comecei publicando antologias e depois um livro solo: Espelhos & olhos, que foi lançado na Bienal do Livro deste ano, juntamento com duas das antologias e já estão sendo vendidas em vários livrarias e sites, ou diretamente comigo ao preço de R$15,00.
No dia 11/09/2010 fiz o lançamento do mesmo em Campinas, no CENAPEQ e fui presenteada com uma entrevista por meu amigo e cinegrafista Eduardo Batibuta.
Confiram!
http://www.youtube.com/watch?v=PaQIsHkU3Ec

Anteriormente a isto participei, juntamente com um grupo de poetas do Portal do Poeta Brasileiro, de uma reportagem para SBT sobre nossa participação na Bienal do Livro de SP. Outra vitória na divulgação de minha obra e demonstração de que se temos um problema de saúde, não podemos nos esconder nele e sim devemos procurar a cura ou tratamento para o mesmo. Vide abaixo:
http://www.tvb.com.br/tvbnoticiascampinas/videos-exibe.asp?v=6384

Quando nem figurante eu sou...


Quando nem figurante eu sou...

Quando nem figurante eu sou...
Longe de tudo o que é meu estou.
Ressecada e distante da poesia,
Sem ventos, chuvas, verde ou fantasia.

Minha cabeça explode a todo tempo.
Como um vulcão em plena erupção.
Perdendo o senso crítico e rítmico.
Pior que o patinho feio me vejo ali.

Que ser clave e sol em tua partitura.
Preciso ser protagonista de tua leitura.
Estar distante da prisão e deste chão.
Viver como onda calmas em seu mar.

Há tempos em que fico seca, me falta a poesia.
Tempos de tormenta e aflição dos fazeres múltiplos.
Tempo que murcham de ser eu mesma.
Sou apenas máquina, enferrujada, encalhada.

Odeio viver estes tempos, engessada em horários.
Acabada em prazeres. Martirizada pelos deveres.
Travada em poças de agonia.
Onde o coração é só melancolia.

Sufocada na boca, sem papel, sem caneta.
Sem areia onde possa rabiscar meus sonhos.
Presa em plantações de murtas.
Um filme de longa duração fechado em um curta.

E para piorar ainda.
O que abunda em mim não mais fecunda.
Entorpecida de vontades cambaleio.
Enternecida de desejos vagueio.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

17/09/2010

Há dias que minha cabeça dói bastante. Com breves intervalos sigo, pois felizmente a dor não é a que normalmente me impede até de raciocinar, mas confesso que de qualquer modo é forte e atrapalha bastante.
Hoje acordei também com mal jeito no pescoço, estou parecendo um robô andando para lá e para cá.
Felizmente tenho estado bem estável, equilibrada e tranquila, apesar das tais dores e do cansaço.
Sinto falta de tempo e inspiração para produzir. Quando fico muito envolvida com meu ofício regular, mais acabo ficando presa, engessada e sem inspiração.
Que saudade de mato, de verde e de tempo para produzir.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Feriado prolongado

Delícia ficar em casa. Pena que passe tão rápido. Segunda passei super mal e fiquei na cama o dia todo. Ontem para compensar levantei cedo cuidei da casa e a tarde fui para o trabalho em pleno feriado. Amo trabalhar sem burburinho, as coisas rendem demais...
Consegui adiantar muita coisa, não tudo apesar de ter ficado lá até 23:30 horas.
Nossa eu estava num pique fantástico. A mente tranquila, as idéias vindo em turbilhões, nada de desespero ou das costumeiras dores de cabeça dos dias normais, onde cliente, fornecedores, colegas se atropelam, o telefone não para de berrar, vc tem que parar o que está fazendo a cada segundo para fazer algo que é dito ser mais importante, urgente,urgente,URGENTE,URGENTE. P l o w n!
A gente explode mesmo, não é?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

2/8/2010 - continuação e despertar de 3/8/2010

O dia foi hiper produtivo, com a graça de Deus. Tive muita dor de cabeça, mas ela não me tirou a concentração. Não foi a dor de cabeça que me tira do prumo, foram pontadas e pressões fortes e pontuais.
A tarde após ir ao mercado e CENAPEC, fui para casa e logo depois me deitei, precisava descansar.
Incrível como um diamante negro, que para mim tem gosto de infância e me faz lembrar minha doce Tia/mãe Tana me fez bem. Um colega ainda comentou que chocolate normalmente faz mal para dor de cabeça. De fato faz, mas não diamante negro para mim, funciona como purê de batatas bem molinho, ou seja remédio, deve ser psicológico, sei lá... (risos)
Tenho tio sonhos loucos, confusos, como se fossem pinturas surrealistas e viagens em mundos paralelos, onde tudo acontece prá lá de depressa e forma totalmente avessa, cruzada, perdida e alucinada.
Acordei mais descansada, por hora sem dor de cabeça espero que permaneça assim.
Que Deus abençoe este dia. Amém

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

2/09/2010

Ontem a noite estive muito mal. Ansiosa, impaciente, um tanto eufórica, demasiadamente cansada. Não para ser exata eu estava mesmo era exausta. Acabei chegando em casa por volta de 20:30 e fui direto para cama. Dormi até hoje, mas não foi suficiente. Continuo cansada demais. O sono suficiente tem feito muita falta. Acordei com uma dor muito forte de cabeça, daquelas que tenho falado sempre. A pressão. Pensamentos desconexos. Que Deus me ajude porque sinto que não será fácil me concentrar e fazer fluir meu trabalho hoje. Pedirei ao gerente e aos colegas que me permitam ficar sem grandes interrupções ou então não resistirei. Sinto que estou precisando dar uma pausa para me recompor, mas não poderei fazer isto hoje, afinal tenho ainda tantas coisas pendentes. Preciso tentar ao menos organizá-las. Tenho outras coisas mninhas com que me preocupar também e não tenho tido tempo para nada. Senhor Deus e Pai preciso e dependo de Ti neste dia. Amém

1º/09/2010

Eu passei bem o dia. O fato de ter ficado trabalhando até as 22 no dia anterior foi mto, pois consegui fazer tanta coisa que estava atrasada. Fazer meu serviço antendendo clientes, fornecedores e funcionários o tempo todo é muito desgastante. Você se desconcenntra, interrompe suas tarefas, tem que ficar adiando o que está fazendo para fazer coisas que chegam a TODO INSTANTE é um suplício. A cobrança das coisas anteriores não para. Mas a noite é diferente, voc^^e vai fazendo o seu serviço sem ser incomodado por telefone, pessoalmente, enfim. As coisas fluem. Apesar de tudo, hoje, minha cabeça doeu em momentos pontuais, é aquela dor como se ela estivesse sendo pressionada com muita, muita força por todos lados. Não foi com constância como nos outros dias e também não houve o borbulhar dos miolos.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Complementando os relatos de hoje

São exatamente 12:45 do dia 31/08/2010. Estou em horário de almoço. Dando um break para desestressar um pouco. A manhã foi alucinante. Minha cabeça já começa doer e esquentar.
Como digo, felizmente estou estável para não endoidar...

Conflitos cotidianos

Quase não tenho tido tempo para postar minhas experiências com o TAB, também devo admitir que tenho me mantido estável, apesar da correria insuportável e esgotamento que fico com meu ofício regular.
Manter-me estável não significa logicamente que não tenho apresentado sintomas e dificuldades, tão somente que os mesmo têm sido controlados. Nestes dias, por exemplo, em que o ritmo na Gráfica tem sido ainda mais acelerado eu tenho ficado totalmente acabada.
O esgotamento para mim tem sintomas interessantes. Pela manhã, normalmente renovada chego cantando e brincando com todo mundo. Na verdade pela manhã sou eu mesma, a mulher feliz e alegre que ama viver. Mas com o decorrer do dia as cobranças dos inúmeros orçamentos que não param de despencar e sempre o próximo será mais urgente ao anterior me "enlouquecem". Além disso, a cada tarefa concluída sempre há pelo menos um impedimento de ela evoluir com naturalidade, quer seja burocratica, financeira, arquivos que não estão adequados, técnica ou humanamente falando. Parece incrível como as coisas emperram, é de fato muito desgastante.
Quando eu estava na assistência, na época do gerente anterior podia ver os problemas de forma mais clara de forma a ajudar resolvê-los, mas agora que também atuo fazendo parte deles eu fico de fato perdida. Acho que já perdi a elegância e a compostura para gerenciá-los e resolvê-los; agora é nadar e nadar para não se afogar (o pior é que, cá entre nós eu não me afogo, mas fato os braços como louca e não saio do lugar)... Se não fosse não fosse crítico seria engraçado.
As vezes me sinto literalmente como uma barata tonta. Talvez seja porque ainda me resta aquela coisa de tenho que conduzir o barco e não apenas remar. Uma falta de identidade com a atual situação... Não sei trabalhar com pressão, isto é ponto pacífico. Uma falha genética talvez...
É incrível como meu ofício regular me deixa literalmente comparável a uma panela de pressão. Pela manhã sou como a panela vazia e depois com a água fria sendo colocada nela e logo após os legumes pouco a pouco sendo colocados confortavelmente. Então o fogo é aceso, esquenta, esquenta, esquenta, ferve, ferve, borbulha com a pressão (as vezes como que vejo minha mene borbular os pensamentos e afazeres) derrete os alimentos, no meu caso os "miolos".
Quando chega a tarde, minha cabeça está tão confusa, sinto como se fosse estourar, os pensamentos dispersos cruzam-se uns aos outros alucinadamente. As vezes sinto que vai estourar. Meu corpo já não responde mais aos estímulos. O cansaço físico toma conta de meu corpo de forma que não sou capaz de ser útil para mais nada.
Ao chegar em casa preciso me deitar, relaxar, deixar que os pensamentos voltem aoi lugar com a noite de sono, mas dia a dia eles vão ficando mais difíceis de se reconectar aos seus devidos lugares.
Se a noite fosse duas vezes o dia talvez conseguisse me recuperar e ter tempo de ser produtiva em casa, nos meus afazeres, com tudo que preciso e quero fazer e ser. Mas como ela voa e já é hora de despertar para um novo dia, sempre me sinto em dívida com Deus, minha família, com minha casa, com meus amigos, com minha criação e comigo mesma. Esta sensação é horrível e ainda mais desgastante.
Quando tiro férias volto a ser eu, mesmo que fique só em casa é delicioso, sem grana para viajar ou dar grandes passeios. Minha mente funciona como exatidão e tranquilidade, não que os afazeres domésticos me sejam aprazíveis, não são. Mas consigo produzir no que gosto e sei fazer. Escrevo, desenho, fico com minha família, quando necessário descanso. Desenvolvo processos criativos e aí tudo é maravilhosoooooo, como na música.
Faltam quase três anos para eu me aposentar, rastejo até lá, sei que a cada dia a minha saúde fica mais e mais prejudicada, quem me dera poder parar agora, mas não posso é claro.
Então, vamos prosseguindo, dando graças a Deus pór nosso emprego e pedindo que Ele nos capacite para desempenharmos nossos papéis com a capacidade e sabedoria divinas em o nome de Jesus. Amém

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Convites e informações aos seguidores e leitores





O último mês tem sido tão exaustivo, entre o ofício regular e as revisões em um dos projetos para publicação solo. A preparação para o lançamentos das Antologias na Bienal, enfim... Loucuras de iniciante. Tudo é novo para mim, quando penso que concluí percebo que estou só recomeçando... (risos)
O Blog e o Recanto ficaram como que esquecidos, com certeza não o foram, mas faltam os momentos de pausa para inspirarão. Na verdade nos momentos de pausa o corpo pede cama.
Exaustivo ou não, um tanto tenso pelas normas extensas, mas prazeroso de qualquer modo.
Aproveito para convidar a todos que estarão por São Paulo nos dias 15 e 20 de agosto para me visitarem na Bienal.
Dia 15/08/2010 na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Centro de Convenções Anhembi, no stand da Editora Scorsoni com a V Antologia do Projeto Delicata, Av I com Rua M, a partir das 19 horas.
Dia 20/08/2010 as 20 horas, no I Encontro de Poetas Brasileiros também na Bienal, no stand da Editopra In House, Rua O Travessa literária, com a Antologia dos Poetas Contemporâneos do Brasil - Volume I.
No dia 14/08/2010, as 19 horas. também estaremos no Itaú Cultural, Av. Paulista 149 - SP, também com o Projeto Delicata.
E quem sabe ainda terei uma surpresa da parte da Biblioteca 24x7, que com certeza vou amar compartilhar com vocês.
Grande abraço e até breve!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Há três semanas tive o fabuloso aviso de depressão a vista, o arrepio na perna.
Desde que sai de licença-prêmio para cuidar da saúde da minha mãe que estava com problema grave, isto dia 16 de junho me fechei escrevendo e cuidando dela. Não saí de casa, salvo os dias de médico e algumas pouquíssimas vezes com a família.
Meus últimos quinze dias de LP, com pedreiro em casa foram ainda mais reclusos. E a medida que os gastos previstos foram aumentando eu fui me desesperando, mas fora isto estava bem.
Já tinha passado a tristeza com a doença da minha mãe que não a obrigou a cirurgia e o fim do casamento do meu filho mas pelo contrário, me sentia feliz com todas estas coisas. Somente duas coisas me preocupavam: A volta ao trabalho depois de me habituar a dormir mais do que o normal e a ficar em casa, e as dívidas que tive apesar de ter parado a reforma antes de sua conclusão.
Bem, voltei há duas semanas e tem sido muito difícil como previa, trabalho e assim que chego em casa janto e logo em seguida deito e durmo até o dia seguinte. Quando as pessoas me convidam para sair recuso. Nos horários que consigo me manter acordada, converso um pouco com os amigos pela internet fico um pouco com a familia e trabalho nos meus livros.
O arrepio que na verdade não sei se é um arrepio, talvez seja uma contração muscular,tem sido presente todos os dias.E normalmente ele é apenas na parte superior da coxa esquerda, mas hoje deu no braço e coxa direita.
Além disto minha lentidão é algo que me debilita frente ao trabalho que é sempre muito acelerado, voce nunca consegue acabar um para começar outro. Ter que fazer tudo de uma só vez, o que não tenho conseguido,.
Hoje entretanto piorei, cheguei com a cabeça atordoada, e até uma conversa normal me prejudicava.
Deveria estar feliz com a Bienal a vista, as antologias, e a expectativa de pelo menos um dos livros publicados, mas na verdade estou com muito medo do novo.
Bem conversei com meu chefe e tentei marcar uma consulta, pois dia 26 tive e perdi, pois com as confusões de minha mente acabei me esquecendo, como só vou conseguir para segunda feira, lembrei que quado comecei o tratamento a médica prescreveu 3 carbamazepina e não duas (que venho tomando como controlador de humor) então tomei esta dose, as intercalei durante o dia. Houve uma hora que senti muita vontade de chorar e um certo medo, mas me sentii melhor .
Tudo isto é muito novo para mim.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A primeira semana de retorno ao trabalho

Esta semana de trabalho, que hoje se encerrou, foi a primeira depois de 30 dias de férias. Assim que voltei mudei de canto.
Foi complicado demais para mim voltar. Já tinha me habituado a f azer as coisas no meu tempo, sem a pressão do dia-a-dia.
Tive um sono absurdo e muito medo de não dar conta. Voltou aquela coisa de me desgastar tanto por lá que assim que chego desmaio. Tinha programado ir fazer uma visita e dar um passeio, qual nada desmontei e desprogramei tudo.
A velha coisa dos arrepios na perna esquerda em períodos pré-depressão foi ferrenha, mas subsisti com a graça de Deus e só por Ele.
Estou aqui em plena sexta a noite, escrevendo no blog o que pensei escrever a semana inteira, apesar de que assim que cheguei adormeci e só agora acordei.
De modo geral estou feliz por esta semana ter passado e eu ter conseguido dar conta das principais coisas.Na próxima terei que fazer várias coisas não só no trabalho, mas na minha vida particular assim espero que o fim-de-semana seja bem revigorante.
Houve dias que não posso dizer que o equilíbrio foi nota 10, muito menos nota 7 ou 8,mas deu para dar nota 5 (risos)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Naqueles dias...


No tempo em que eu ainda não sabia que o que eu tinha era transtorno bipolar as coisas era diferentes, descontroladas, desalinhadas,difíceis e confusas para mim e para os que conviviam comigo.
E se aqueles dias fossem hoje as coisas era assim:
Se alguém me pergunta quem sou, peço que reformule a pergunta para quem eu estou. Pois sou um rio de mutações, de turbulências e turvas águas, nas quais não convém navegar.
Se alguém me dissesse compreendo o que diz, eu perguntaria como é possível que me compreenda se sequer eu sei se o que disse é o que penso, ou se o que penso digo?
Se alguém quisesse saber de mim, que define-se qual de mim a que se referia, porque hora eu era profunda tristeza, outra extema euforia.
Mas quando vejo que oje eu existo, eu sou, eu me compreendo como alguém que busca o equilíbrio como alvo e a rotina", no que ela oferece de melhor, como ideal.
Hoje se me busco me encontro, se mergulho consigo voltar a tona, por aver transparência em mim.
Naqueles dias sofri demais não apenas pelo que tinha,mas por desconhecer o que era.
Hoje sei que preciso enfrentar meu problema, superei meu medo e busquei ajuda, felizmente com a Graça de Deus a encontrei.
Teresa Azevedo

terça-feira, 6 de julho de 2010

Valrs inestimável


Estive eliminndo papéis velhos, separando coisas úteis de inúteis, fazendo contas, depois de vários dias que estou só em casa. O nervosismo e estresse me absorveu hoje. Vou tentar sair no fim-de-semana e ver se consigo relaxar. Parece que finalmente estou conseguindo começar colocar as coisas em ordem. iv que abrir mão de várias coisas,mas estou bem. Em outros tempos, tempos de descontrole isto me deixaria muito desiquilibrada, mas não, simplesmente avaliei a situação, percebi a impossibilidade e decidi que não faria o que tinha planejado. Isto me faz muito feliz, afinal sinto que o equilíbrio faz parte de minha vida. Para mim isto é fantástico, aliás para qualquer bipolar isto é algo de valor inestimável.

sábado, 3 de julho de 2010

Em luto por meu tio Emílio


Aos poucos os nossos queridos vão partindo, um dia seremos nós. Esta é nossa certeza. Quando criança eu via a casa dos meus avós sempre lotada. Quando o fim de ano chegava os colchões eram espalhados pelos quartos, sala, área, cozinha, quartinho do quintal e corredores. Uma família enorme e tão deliciosamente unida. Aqueles dias foram memoráveis, estão vivos e saltitantes dentro de mim. Naquela época as saudades ficavam para dois tios que haviam morrido quando crianças (Tio Vicentinho e Tio Antoninho) e um que faleceu alguns anos depois de ter se casado, que infelizmente não conheci, Tio Geraldo.Segundo contam era uma pessoa fantástica.
Aos poucos foram partindo um a um. Meu avô, minha avó. Meu tio João, tio Zézinho, tio Paulo, Tia Alice, Tio Tana, Tio Luiz, Tia Leonor, Tia Ana. Agora quem parte é o caçula Tio Emílio. Minha mãezinha está sózinha dentre pais e irmãos Carvalho e Silva e com ela estão suas cunhadas Tia Maria , Tia Angélica, Tia Nena e Tia Raquel. Cinco mulheres fortes como carvalhos tal qual o nome. Que Deus as conserve, salve-as e lhes dê saúde em nome de Jesus. Amém
Mas por falar em pessoa fantástica, forte e querida quero falar do tio Emílio. Era um tio muito querido, daqueles que sempre está presente nas horas difíceis e tem sempre a solução para as coisas. Centrado, educado, elegante e de poucas palavras apenas que de estas pouca sempre muito sábias e acertadas. Um homem calmo, tranquilo tanto para falar como para resolver as coisas.Sempre muito carinhoso quando falava da esposa Angélica e filha Maninha como a chamávamos. Um empresário em Londrina e dono de terras em Campo Grande,uma terrinha como ele dizia. Com a perdar brusca da filha em um acidente, seus problemas de saúde em decorrência do mesmo acidente aos poucos as coisas foram se perdendo, Vivendo com uma aposentaria por invalidez que era bem pequena não pode manter os negócios e as terras. Há alguns anos vinha lutando com esquecimentos devido a senilidade e com um problemavascular que provocara uma úlcera na perna, que levou a uma amputação. Dois dias após a cirurgia morreu de parada cardíaca. Sua esposa sempre dedicada e sua filha foram exemplo de dedicação e cuidado. De modo que ele faleceu tendo a certeza do amor e presença constante de ambas. Nós ao contrário, impossibilitados de estarmos junto deles nesses dias guardamos conosco nossa tristeza e aquela imagime linda e tão querida daquele homem bom que apesar da distância foi sempre tão presente em nossas vidas.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pessoa mescla

Pessoa mescla

Sou esta pessoa mescla.
Ora tão menina, ora tão mulher.
Ora tão leoa, ora tão pantera.
Ora uma pássarinho livre,
Ora um pássaro preso e solitário.
Ora canto, ora encanto.
Ora assusto, ora me amedronto.
Ora ora, esta sou eu.
Ora ora

sexta-feira, 25 de junho de 2010

25/06/2006



Trabalhei o dia todo hoje.
Depois de uns dias em que estive muito preocupada com a doença de minha mãe, correndo com várias coisas, perdendo materiais grandes, fruto de trabalho de dias, que já estava praticamente pronto para revisão e outros problemas pessoais estou bem, apesar de ter ficado muitíssimo abalada e em oração com o atropelamento e estado de saúde da mãe da Regina, minha grande e muito amada amiga. Agora acabei também de ter notícias de que o último irmão vivo da minha mãe, o caçula, foi internado as pressas, fará uma ponte safena e já não reconhece ninguém, Também me intristeço, especialmente por serem de Londrina e não estarmos em condições de estar ao lado de minha tia Angélica e Mana, como chamamos prima querida, além dele de quem temos tanta saudade e por quem sentimos tanto amor. Nestas horas em que o coração fica tão apertado com estas notícias de doença nosso consolo e esperança vem do Senhor, pois nossa impotência reina em todos os sentidos, a não ser no de orarmos com fé para que nenhum de nós se perca, nem nós nem nossos queridos, antes sejamos salvos en Cristo Jesus.
Passei dias me recompondo como necessito fazer de tempos em tempos, afinal apesar de estável ainda sou bipolar.Fui visitar a fazenda do IAC com minha nova e já tão querida amiga Márcia, foi um tempo de colocar para fora meu lado menina efazer peraltices em cima de árvores, tirando fotos malucas e dando muitas risadas para poder descontrair dos dias maus. Foi uma terapia fantástica e o aconchego que verdadeiras amizades nos transmitem são refrigérios deliciosos.

Estou ficando feliz por ver as sementinhas do trabalho começando brotar, ainda que muito timidamente. Por outro lado a corria contra o tempo é voraz e avassaladora. Há momentos em que de fato me desespero, mas quando me lembro que sou filha do Deus vivo, compreendo que tudo que tenho ue fazer é minha parte e o resto é com Ele. Assim como nas mãos Dele está a saúde da mãe de minha amiga querida, então é deixar de ser apenas um ser humano comum e passar a olhar as coisas com os olhos da fé.
Só o Senhor é Deus! Amém

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Montanha russa do Transtorno bipolar

Viver, sob controle, na montanha russa do transtorno bipolar sob controle é viver se observando, aceitando limitações e compreendendo a importância constante de ultrapassar barreiras nem sempre transponíveis com a facilidade necessária. É vencer a si mesmo a cada dia...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

16/06/2010 - Segurando por um fio...


Não estou nada bem, aliás desde domingo como já mencionei.HojeTenho tido muita dor de cabeça, hoje tive muito enjoo o dia todo. Não que comi nada de estranho que me lembre, mas meu fígado é bem chato mesmo. Reclama por qualquer coisa. Outra razão é emocional. Apesar de ter entrado de licença-prêmio as coisas não estão correndo como planejei ou necessitav que corressem. Então continuo uma pilha. Além disso, para piorar um pouco mais, parei de tomar minha vitamina e o ginseng. Isto tem feito falta.
Estou desanimada e sem capacidade de execução e solução das coisas. Super preocupada com minha mãe, mas até a próxima semana estamos de mãos atadas novamente.
Também foram muitos os "nãos" que tenho recebido, tenho quase 51 anos e ainda não aprendi a lidar com isto. Aliás sinto que a partir de agora é cada ve mais imprescindível aprender logo.Há "naos" que me fazem ir a luta, mas outros me deprimem terrivelmente... Complicado para minha mente lidar com eles. Não gostamos de perder nossos porto seguro.
No trabalho há alguns dias houve uma proposta que me desestruturou bastante. Compreendo o que o diretor quer, ou seja, inovar. Esta é a palavra de ordem hoje. E a um gerente cabe pensar em todos os processos, fluxos, pessoal, enfim... Eu o entend, mas não nego que a proposta de alterar meu novo mundo me desestruturou sobremaneira.
Também estou preparando material para publicar e lançar na Bienal do livro em agosto. Como todo mundo, tenho que correr, pois as editoras tem prazo para entrar com isto nas gráficas e está super em cima.Tenho tralhado no linux - satux e já tinha preparado, além de outras coisas umas sessenta páginas em um arquivo odt, que salvei como doc.
Antes de começar o trabalho de hoje resolvi organizar minhas pastas, pois vários arquivos estavam fora do lugar e meu arquivo desapareceu. Fiquei arrasada! Depois de mais de uma semana de trabalho perdi tudo. Quer dizer talvez ele até esteja em algum lugar, mas eu desconheço e as pessoas que conheço também não costumam trabalhar com linix, especialmente com satux. Foi muito desagradável, o desânmo que já era grande aumentou e o nervosismo nem se fale.
Enfim, estou recomeçando do zero. Vou tentar trabalhar com arquivos bem menores e é claro fazer back-up.
Se você leitor souber o que devo fazer para encontrar meu arquivo perdido agradedecerei pela informação.
Também o local onde está possível trabalhar, está muito limitado, pois preciso providenciar um roteador móvel, com urgência.
São tantas coisas a providenciar, ou seja "$", se você não s planeja se perde. Mas se demora também se perde.
Fora isto é a vontade de receber boas notícias, sei que parece injusto para uma filha de Deus ser assim, mas o Pai conhece minha pequenez, peço que me perdoe.
Bem, mãos a obra! de nada vai adiantar ficar aqui reclamando.

terça-feira, 15 de junho de 2010

15/06/2010


Ontem eu fiquei tensa durante todo o dia. Mesmo conseguindo me organizar com prioridades e deixar as coisas delimitadas estava uma pilha, aliás desde que me levantei. A tarde e início da noite, devido a alguns acontecimentos eu chorei e parecia querer explodir. Felizmente, depois tudo se acertou, os diálogos fluiram de forma tão gostosa que eu fui consegui me tranquilar mesmo. Dormi super bem e acordei mais tranquila hoje apesar de ter dormido tarde. Estou indo para casa para assistir o primeiro jogo do Brasil. Tomara que vençamos!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Momento de depressão e irritabilidade - Oh Fênix onde esta você?


Oh Fênix onde esta você?

Quando a irritabilidade vem a tona.
Uma tristeza ronda incessante.
Aflora minh´alma em meu exterior.
Sinto-me feia e desajustada.

É momento de parar.
De refletir e mudar.
De descansar e rexalar.
De reerguer, esguiar.

Pois com semblante em terra
nada hei de conseguir.
Por mais que esteja em em guerra.
Preciso lutar, ressurgir.

Oh Fênix onde esta você?
Que das cinzas resplandece
e em nova vida renasce.
Chega, vem, te necessito.

14/06/2010

Hoje estou uma pilha de nervos. A quantidade de coisas a fazer aqui no serviço, em casa, para a bienal estão me deixando de cabelo em pé.

domingo, 13 de junho de 2010

Carta aos meus leitores (03/09/2009)



Carta aos meus leitores,

Queridos leitores meus,
Sento-me defronte do computador e minha mente e corpo estão exaustos. Uma dor de cabeça forte me atordoa e as idéias, antes tão claras e fluentes desaparecem e se esvaem como fumaça. Eu quero escrever, pois falar convosco me faz tão bem. Mas não consigo é mais forte do que eu. Uma falência de sentidos me prende ao nada e já não sou eu. Aqui, é apenas inexistência de um poeta. Preciso reencontrar o fio que dá continuidade ao novelo de minha vida, pois o vejo totalmente perdido em um emaranhado sem fim.
As vozes do acaso já não soam em meus ouvidos, já não me contam os casos a serem lidos.
As mãos se enferrujam sobre o teclado inerte, que por elas anseia para ter vida.
Os olhos olham para tela vazia e desejam ter os textos surgindo como uma mágica linda de ser observada.
Os sentidos são rijos e tensos pois se encontram estáticas juntas e medula, músculos e óssos.
Uma lágrima de saudade corre-me livre ao rosto, como lágrima de adeus.
Mas lhe peço não me deixe, busque-me hei de ressurgir das cinzas como a fênix.
Aguardem-me para que eu possa sobreviva...

Montanh russa do T.B.A. (03/09/2009)

Montanha ussa do T.B.A.

Viver na montanha russa do transtorno bipolar sob controle é viver se observando, aceitando limitações e compreendendo a importância constante de ultrapassar barreiras nem sempre transponíveis com a facilidade necessária. É vencer a si mesmo a cada dia...

Limitações (09/08/2009)


Limitações

Cansaço, laço de vida.
Atrelo de alma,
falta de saída.

Lembrança da força,
energia, vigor,
saudade.

Corre daqui, corri de lá, sorriso no rosto
plenitude no andar, sem dores, queixumes,
mente brilhante, disposição a mil.

Limitações, compreendê-las é uma arte.
Aceitá-las é a dor.
Conviver com elas um aprendizado.

sábado, 12 de junho de 2010

Venham gargalhares, aqui e agora! (26/08/2009)


Não foi um trava línguas que me deixou perdida,
enrolando palavras, confundindo a ordem da vida.
Não foi um travar de pensamentos e emoções.
Não compreendo ao certo o que houve e ainda há em mim,
só sei que estou crua, triste e fria como uma lápide.
Tento reaver os sentidos, mas estão abatidos.
Há um sofrer, uma dor que não compreendo,
não há motivos aparentes, mas estagnei,
quero seguir sorrindo, criar, cantar,
mas de uma falência múltipla me compus em um tempo.
Passe tempo cruel, vai-te de mim,
vai para bem longe, não me condenes.
Espantos e lamúrias eu os rejeito já.
Vem alegria plena de meu ser,
Chegam-te a mim cânticos e danças.
Esplendores, gargalhares espero.
Pois em mim há um Deus único, sem tamanho,
não há motivos então de entristecer, só para me alegrar.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Nossa convivência - transtorno bipolar - 05/08/2009

Nossa convivência - transtorno bipolar - 05/08/2009

Aqui estamos nós em mais um dia, eu observando comportamentos e vc me instigando a pensar...
Sejamos como paralelas apenas, nada mais, que meu caminho seja sereno e leve, mas que ainda tenha força e vigor para realizar. Não venha vc com antagonismos, ande apenas do meus lado sem mais, sem mais...
Já me fez perdida e confusa, hoje não mais...
Sejamos apenas como paralelas, juntos, cruzados não o quero jamais.

Este é o segredo de uma vida feliz: relaxar e com sabedoria ir encontrando espaços e tempos


Respiro e estou muito feliz. Minha respiração não é ofegante, nem meu dia sofrido, por uma ou outra razão a administração dos problemas tem sido light e isto me faz muito bem. A questão da minha concentração é que me preocupa um pouco, mas aos poucos estou tentando trabalhar isto. Na verdade creio que seja um problema de foco. Meus objetivos agora estao mais definidos com relação ao que quero de minha vida. Também aos cinquenta não era sem tempo. (rs) Quero mesmo escrever e me dedicar a isto. Então mesmo sabendo que por hora tem que ser mais um hobby fica difícil se prender as coisas que são obrigações. Mas vamos nos ajeitando. Este é o segredo de uma vida feliz: relaxar e com sabedoria ir encontrando espaços e tempos.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Insensível ao invisível

Como postei no Recanto das Letras, normalmente o invisivel é o que mais nos toca. Por isto fico preocupada quando vejo certas coisas e elas já não me tocam como antes. As vezes pareço estar anestesiada. Parece que a ficha sempre demoraaaaaaa para cair. Na verdade tenho percebido que tudo se acumula e em um determinado momento escoa. Então choro como criança, de soluçar. Fico pensando se os remédios provocam esta pseudo calmaria em mim? Pode ser, não sei. Uma forma de letargia indusida pelos remédios. Um questioamento que farei na próxima consulta.

domingo, 6 de junho de 2010

06/06/2010

Estou tentado colocar o material que tenho escrito na agenda ou em outros papéis soltos no devido lugar. Também estou tetando concentrar meus arquivo no lap top. Assim ficará mais fácil de procurar tudo. Isto para os papéis recentes, pois os mais antigos vou levar muito tempo para colocar em ordem, pois o volume é enorme.
Tenho me sentido tranquila. Nos dias de feriado, sou outra pessoa, passar o tempo escrevendo é uma delícia para mim. Pena que são poucos estes momentos. Mesmo assim tenho aproveitado todo tempo que disponho para escrever. Muitas vezes cancelo meus passeios para estar aqui em frente ao lap top.
Minha casa está uma bagunça, precisarei chamar uma pessoa para oganizá-la, pois se eu for fazer isto não consigo poduzir.

1/3/2010

O atropelo da vida já começou me deixar estressada. Não tenho conseguido o equilíbrio de quando estava em ferias o que não adianta ficar assim. Apenas pensando qe não adianta ficar assim. Muito louco isto. Não sei se o fato de estar tomando alguns remédios extras e não sabndo como administrá-los piora tudo. Além do puran para meu hipotireoidismo, a carbamaepina coo controlador de humor e citalopran. Tenho tomado vitamna e 1 remédio que provoca a saciez e ainda 1 remeio para circulação e outro para concentração. Ontem tive umsono incontrolável. Em um determinado momento tive que ir ao banheiro do serviço e cochilar por uns minutos. Estranho que desde o início do tratamento eu não sentia isto. A fome também tem sido incontrolável, apesar do remédio para saciez. Estranho que ontem, bem depois de ter tomado os tais remédios todos senti muita perturbação, sono, insegurança, falta de concentraçao. Talvez por estar trabalhando em um projeto que requeira muito de mim. Hoje pretendo concluí-lo, talvez isto ajude. Porémmuitas coisas paralelas me deixam preocupada com o tempo.Preciso fazer a fisioterapia, levar meu filho ao dentista, fazer inha declaração de imposto de renda e não consigo encontrar meu recibo. Talvez eu precise ir a Receita para pegar a segunda via. Tudo isto vai me tirar do meu trabalho e fico preocupada em me ausentar.

24/02/2010

Desde ontem conversando com meu filho Rafael percebi algumas dificauldades que ele está enfrentando para compreender e aceitar a nova fase. Conversamos e discutimos sobre e ele sugeriu que eu voltasse a cozinhar. Explicar as razões de não fazê-lo. Pela manhã, já preocupada fiz as contas e fiquei apavorada. Não apenas por minha situação descontrolada, mas por meus escapes terem que ser cortados. Aliás mais por isto. Depois procurei orar,me concentrar n probema com objetivo de resolvê-lo. Não é fácil vcê deixar de agir como bipolar em todos os sentidos. É um alerta contínuo e mesmo assim as coisas saem do controle muitas vezes. O controle do humor é algo mais tranquilo de se controlar, mas existem coisas muito mais complexas.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Explicando os velhos arquivos

Estive vasculhando velhos arquivos e colocando aquitudo o que tem ou teve ligação com meu transtorno. O que está dito como título de capítulos poderá nem ser utilizado, porém quero ter estes escritos todos juntos de modo a poder trabalhar neles com mais tranquilidade.

Capítulo x

Capítulo X

Para que se possa avaliar o quanto e como o curso de "Criatividade na Qualidade", interferiu em minha vida pessoal e profissional, farei um breve relato de minha vida no momento anterior ao mesmo e às expectativas de realizá-lo.
Não sei bem em que momento me desiludi profissionalmente, mas em era uma tortura dar o melhor de mim, pois eu o fazia. Naqueles dias, o melhor de mim era a clausura das paredes do escritório e a imaginação de que tudo o que eu fizesse não teria valor (pelo menos era por esse ângulo que eu via as coisas). Sentia-me desacreditada, sem ter chão para pisar. As ilustrações da figura 9.1, página 106, capítulo 9 - O clima que favorece o comportamento criativo, do livro de Eunice Soriano de Alencar, onde a UNICEF divulga os direitos da criança e a autora bem os estende aos direitos universais do homem, me eram como um ancoradouro.
Sem maiores perspectivas eu ansiava pelo dia em que pudesse ver o sol brilhar...
Em conversa com o meu Deus propus-lhe que, se até o final do mês de agosto/00, não acontecesse mudanças em minha vida profissional, eu tomaria uma decisão para mudá-la. Não era de uma mudança financeira que eu falava. Ë claro que não a desprezaria se acontecesse, mas era algo mais profundo. Algo entre meu serviço e eu, estávamos em crise, a beira do divórcio. Sempre gostei de fazer todas as coisas com amor e paixão, não gosto de fazer de conta que estou bem, quando não estou, nem de fingir gostar do que não gosto. E, naquele período, eu não estava nada feliz. Mas, como sempre, o Deus a quem sirvo é fiel e sempre responde as orações de seus filhos...
Inscrevi-me para a SISA, a programação estava fantástica. Logo no primeiro dia fui confrontada com o meu "eu", pude perceber que na realidade eu estava enganada sobre o meu amor pelo meu serviço ter acabado. A chama reacendeu e eu queria estar ali novamente, e reorganizar tudo, não só no serviço, mas tudo, dentro e fora de mim.... Não sei se consigo expressar toda a ebulição que se deu em meu ser... Descobri que eu queria lutar e transformar minhas frustrações em sucessos. Foi um momento único...
Dali em diante, me senti livre das algemas que me prendiam. Algemas estas que estavam em mim e não na Instituição ou no meu relacionamento com meu superior ou com meus colegas.
É importante deixar claro que, quando eu digo que dava o melhor de mim, mesmo anteriormente a essa "cura", eu quero dizer que o meu serviço corria bem, com algumas imperfeições, até naturais, mais bem. O problema era em meu interior. Como já disse, eu não gosto de estar em um lugar se todo o meu ser não estiver ali, se eu não ansiar respirar o ar local, etc... Bem, mas o que importa é que a SISA foi apenas o começo, consegui autorização de minha chefia para participar de algumas palestras na área de computação, inscrevi-me para alguns cursos naquela área, e consegui uma vaga remanescente para o Curso de Redação. Sei que fui muito criticada por isso. As pessoas imaginavam que eu estivesse fazendo isso por causa da Nova Carreira, outros pensaram que eu estava tentando me livrar do serviço, houve até quem pensasse que eu não tinha nada para fazer. A verdade é que, quanto mais me era permitido, mais eu me desdobrava para fazer o meu trabalho e, o meu rendimento passou a ser muito melhor do que antes. Eu passei a levar serviço para fazer em casa (por opção) e o fazia com prazer imenso. Alguns dias entrava mais cedo, mal almoçava e imediatamente voltava a trabalhar.
A minha clausura era a comprovação da frase "O grande paradoxo da inovação é que o maior de todos os riscos é não inovar, nunca fazer alguma coisa nova" Nolan, 1989. A SISA foi à inovação da minha carreira, com ela eu progredi muito, foi uma progressão a nível pessoal, intelectual, e em meus relacionamentos interpessoais. Para os Coordenadores do Evento, toda esta revolução é algo inimaginária, mas o que vale é que saibam eles, ou não, este marco passou a fazer parte da minha história.
Mas a coisa não parou aí, chegou a Avaliação de Desempenho, que veio reafirmar minhas perspectivas, o parecer de meu Diretor, aceitando como útil e satisfatório o meu trabalho, salvo poucas considerações (mais uma vez saliento que não trato de algo financeiro e sim de reconhecimento ou valorização pessoal e funcional) o que levou-me a alcançar a níveis mais altos de motivação extrínseca, que em consoância com a motivação intrínseca, anteriormente obtida, arrebentaram as grades daquela prisão e levaram-me direto à Extensão.

1.A Extensão

Por muitas vezes eu havia pensado em retomar meus estudos, quando estava grávida do meu filho mais novo, inscrevi-me no IEL, como aluna especial, mas os enjôos e o sono provocados pela gravidez, me fizeram desistir rapidamente.
Desde que conheci meu marido e pela desagradável experiência da separação de meu primeiro casamento, por não ter podido curtir, como eu pretendia, os primeiros anos dos meus primeiros filhos, decidi que deveria dedicar-me à família em primeiro lugar. Tal fato acabou impedindo, indiretamente, o meu crescimento profissional ao longo dos anos. Foi uma opção que fiz de forma bem consciente e da qual não me arrependo. Acho que valeu cada segundo. Mas hoje, com os meus filhos mais velhos criados, meu esposo com diretrizes profissionais mais definidas, meu filho mais novo com cinco anos, o apoio que meus pais me dariam caso eu tivesse que ir para a aula uma noite na semana, decidi voltar a estudar. E, navegando pelos cursos de Extensão, sem saber ao certo porque o fazia, desci com o cursor por diversas disciplinas e, como que em um mágico encontro, uma delas saltou no monitor: "CRIATIVIDADE NA QUALIDADE" . A DGA, onde trabalho, há muito vem dando ênfase à qualidade e a criatividade, sendo que esses temas sempre me fascinaram. A junção dos dois era perfeita.
O que vem primeiro, a descoberta da Disciplina ou a justificação que me levou a fazê-la? Parodiando, aproveito o tema apresentado por “Margaret A Boden”, referindo-se a descobertas científicas. Para mim, não importava apenas o ardente desejo de fazer aquele curso. E utilizando-me das palavras de “Thomas Edson” em carta escrita a seu agente, em novembro de 1879, eu diria: Tenho o princípio certo e estou no caminho certo, trabalho duro e um pouco de sorte (no meu caso $) também são necessários. Tem sido assim todas as minhas invenções: O primeiro passo é uma intuição (no meu caso navegar pelos Cursos de Extensão) e vem numa explosão (a disciplina saltando do monitor), depois aparecem as dificuldades (o $), uma falha aqui, outra acolá, “bugs” (orçamento comprometido; bolsa de 50%, solicitação para revisão da bolsa negada, devido ao número insuficiente de alunos pagantes) surgem, exigindo meses (no meu caso dias) de observação, estudo e trabalho (mental) intensos antes que o sucesso - ou o fracasso comercial seja alcançado (Freidel e Istrael 1987, 29:29).
Ousadia à parte, Thomas que me perdoe, mas essa foi apenas uma pequena demonstração do quanto o aprendizado pode ser absorvido e apreciado.
O resultado, no meu caso, não foi uma descoberta científica, mas foi que a adrenalina produzida por essa "descoberta", levou-me a romper barreiras hierárquicas, temporais, de protocolo e atirar para todos os lados, até com certa incoerência. Falei com meu Diretor, com o Coordenador da DGA, com o professor aposentado que aprovou os 50% de bolsa, com o Coordenador de Extensão, com meus pais, com meu esposo. Até que, obtive 1/3 do valor ser pago, ou seja dos 50%, a negociação de efetuar o pagamento em duas parcelas, quando recebesse o 13º salário conseguindo galgar o primeiro degrau do que pretendia.
Antes desse "final feliz" um episódio relevante não pode ser esquecido. Eu ainda não sabia se o Coordenador de Extensão aprovaria ou não a revisão de minha solicitação de bolsa e teria início a primeira aula. Assim conversei com a secretária da Extensão que me autorizou assistir a aula. Para minha surpresa, a classe era composta apenas por homens, na sua maioria engenheiros, um administrador de empresas e um analista de sistemas, a professora era a única mulher, mas sua própria posição a diferenciava de mim. A verdade é que a princípio eu imaginei que seria uma tortura, o que de certa forma seria bom, pois se eu não conseguisse fazer o curso não precisaria ficar triste. Mas ao contrário, eu amei cada minuto daquela aula. De modo que nem o sexo oposto de meus colegas de classe, nem as melhores posições profissionais em que se encontravam, me intimidaram.

2.O "insight"

Após chegar em casa no primeiro dia de aula, estava eufórica, beijei meu esposo, meu filhinho, comi alguma coisa, brinquei um pouco com eles e depois me sentei em frente ao computador, dando início a um projeto para atualização da página da Área de Serviços Complementares, aproveitando que, na época, eu estava fazendo um curso na área.
Interessante que se comprovou a teoria de “Stein”, a SISA, o Curso de Ferramentas Gráficas, os conselhos da Instrutora do Curso sobre a forma de se elaborar uma página, a complexidade do assunto, foram a PREPARAÇÃO. Os estudos sobre o assunto, as pesquisas em sites semelhantes, foram a INCUBAÇÃO. E naquela noite, durante a aula, ou no caminho de volta, não sei bem, o "INSIGHT". As idéias até aquele momento estavam soltas, flutuavam sem se conectarem, até que se juntaram coordenadamente. O fato é que o resultado foi uma noite de trabalho e no dia seguinte eu estava tão disposta, como poucas vezes estive. De posse de meu projeto, fui para o trabalho.
Lá chegando, tive que lutar muito comigo mesma, pois algo me sugeria que poderia ser o maior fiasco, que meu Diretor desprezaria meu trabalho e ele de nada serviria, eu seria a chacota do ano, etc... Mas o que emergia de dentro de mim, era muito maior do que essas assombrosas sugestões. Criei coragem e coloquei o projeto esboçado sobre a mesa do meu Diretor. Algum tempo depois, ele me chamou e disse que eu deveria procurar por um colega que tinha coletado dados para a atualização da página e juntos poderíamos estar desenvolvendo um trabalho.
A experiência foi estupenda, naquele instante eu queria agradecer ao meu Diretor, devido ao respeito que tenho por ele, me contive. A experiência foi tão positiva, que eu queria mais, minha fome de saber era inesgotável. O Curso de Redação ia de vento em popa. Como nos velhos tempos de Colégio, antes dos da Faculdade, eu escrevia com paixão, e agora eu revivia aqueles momentos tão maravilhosos de minha vida. As aulas eram um enlevo à alma e tudo se ia somando prazerosamente.

O êxtase de uma criação não reside no mero alcance, mesmo que pleno, de um "insight", nem tampouco, na simplória alusão de delineá-la hipoteticamente, mas na real e absoluta capacidade de nos envolvermos com e por ela,elucidando-a, de maneira tal que muitos dos que nos rodeiam e tem um parecer relevante sobre o seu tema possam entorpecer-se com ela, assim como nós...

3."O escritório do Dr. Rafael"

O segundo dia de aula foi igualmente fantástico, mas quem realmente gostou do resultado dele, foi meu filhinho Rafael. Antes de sair de casa, ele havia trazido uma caixa imensa de papelão, na qual estava a televisão que meu irmão havia comprado. Eu fiquei irada por ele estar trazendo lixo para casa. Como estava com pressa, deixei a caixa em um canto da casa, para depois colocá-la no lixo reciclável. Fui para aula e ao voltar, após a primeira técnica de relaxamento dada, estava vendo a vida diferente. A caixa, que há poucas horas não passava de lixo, tinha criado forma e cor diferentes (como a descoberta do “post-it”, o inservível transformou-se no genial). Aproveitando o convívio com meus colegas engenheiros e quem sabe se, por “osmose telepática”, eu decidi construir o escritório do Dr.Rafael. Com direito a escrivaninha, cadeira, estante de livros, telhado vermelho, plaqueta na porta, janelas, portas e outros acessórios que se foram somando. Ele amou a idéia e o melhor de tudo foi que quando eu precisava estudar, ele me acompanhava entrando em seu escritório e passando lá muito tempo).

4.Introspecção

Todo esse prazer levou-me a repensar muita coisa, a buscar conhecimento
e revisar aprendizado. Cada aula, foi marcante, cada momento que a seguiu foi mágico, as técnicas de relaxamento acrescentaram muito à minha vida. Sei que consegui resolver muitas situações interiores, outras não chegaram a cura completa, mas descobri o caminho para alcançá-la. Não tenho dúvida de que não quero parar novamente. Por outro lado, pude descobrir que tenho limites, preciso aprender sim, mas não adianta acumular novos conhecimentos sem que haja tempo para assimilá-los.
Como disse “Peter Drucker” - cada prática se baseia em uma teoria, mesmo que seus praticantes não a conheçam.
Para “Wladimir F.N. Martinez” - O pensamento estratégico é a arma das empresas que querem crescer de forma planejada e não apenas por inércia.
Como concordo com ele na íntegra, farei isto na minha vida. Em primeiro lugar, buscando saber onde quero chegar. Em segundo lugar, buscando meios para isto. Em terceiro lugar, reconhecendo minhas limitações, como é o caso do hipotireoidismo que pode ser controlado mediante medicação; Em quarto lugar, adquirindo novos conhecimentos e inovando os existentes. Às vezes acertando, às vezes errando, mas nunca deixando de criar, não me obrigando a fazer coisas de que não goste ou não esteja a fim. Compreendendo os princípios éticos da criatividade, que estão em reconhecer que você pode errar e acertar, mas sempre tem que respeitar a opinião dos outros e estar aberto a permitir que os outros aprimorem suas idéias. Reconhecendo a importância dos estudos de “Hill e Amabile”, farei todo o possível para contar com os componentes básicos para a criatividade individual: recursos, técnicas e motivação. É claro que o primeiro componente é o mais complicado de se obter, especialmente no que compete aos recursos financeiros, mas utilizando o processo de solução de problemas e as técnicas de relaxamento, espero, em breve, estar resolvendo isto.

5.Agradecimentos

Sei que isto não é uma tese de mestrado, doutorado, um livro ou algo parecido, mas eu não podia deixar de registrar os meus agradecimentos. ao
meu Deus pela fidelidade e bondade infinitas.
Ao meu esposo Paulo, por concordar em dispormos de um valor que, por irrisório
que seja, para nós deveria ter outro destino.
Aos meus filhos Ricardo, Ronnie e Rafael pela paciência que precisaram ter comigo e pelas horas em que não pude lhes dedicar a devida atenção.
Aos meus pais e irmãos que me apoiaram e cuidaram do Rafael, enquanto eu estava em aula.
Ao meu Diretor por todo encorajamento e apoio.
A Rose, uma das gerentes da Área em que trabalho que, com sua postura
dinâmica, criativa, íntegra me serviram e sempre me servem de exemplo.
À Coordenação de Extensão pela aprovação da bolsa e a atenção a mim dispensada.
À Profª Lúcia, do Curso de Redação por toda dedicação e apoio.
Á Profª e Zula, do Curso de Criatividade na Qualidade, que muito me auxiliou neste processo de retomada aos estudos.
Aos meus amigos, tão queridos, que me ajudaram no decorrer desta jornada
Aos organizadores da SISA, em especial à Coordenação da DGA, pelo dinamismo e visão.


Novembro/2000.

prefácio e capítulo 1

Prefácio

Razões que me levaram a expor meu emocional


Desde a tenra idade, fascinou-me colocar meus sentimentos no papel, quer em forma de desenho, quer em prosa ou verso, em um lamento, ou ainda, em um desesperado clamor a Deus.
Na escola, para reter o aprendizado, me era necessário fazer o mesmo. Com lápis e papel na mão, eu adentrava na “história” do que estava sendo ensinado (Português, Matemática, História, Geografia, Filosofia, etc...) e por meio de desenhos, esboços e co-participações eu ia aprendendo. Jamais consegui ser uma mera espectadora, sempre tive que representar papéis inseridos ao aprendizado, era como se assistir às aulas me fizesse viajar pelo que quer que fosse ensinado. Hoje não sou mais assim, mas nos velhos tempos de Colégio e Faculdade, jamais estudei para as provas, meus esboços saiam do papel e me compunham minha memória, fazendo parte de mim. Nas provas eu me lembrava exatamente das situações ilustradas por mim e para mim mesma durante as aulas e sempre tirava boas notas, exceto em Química, matéria que jamais gostei e em Física matéria em que eu ia razoavelmente bem, mas não tanto como nas demais. Nunca gostei de ler os livros indicados pelas professoras nas aulas de literatura, sempre preferi assistir às aulas, filmes, peças teatrais ou mesmo histórias contadas, nunca lidas por mim. Minhas amigas sempre os liam e me contavam a história. A medida em que elas contavam eu imaginava o cenário, os personagens e um filme imaginário passava em minha mente. Na hora de fazer a prova dos livros eu ia sempre bem e, às vezes melhor do que elas. Não falo isto por vanglória, pois não me achava melhor, nem me acho do que ninguém, pelo contrário, apenas considero interessante esse meu método de assimilar as coisas. Hoje leio com mais prazer, especialmente livros que retratam transformaçõesde vidas, romances, crônicas e outros assuntos de meu interesse. Porém, atualmente, como verão a seguir, tenho muita dificuldade de assimilação, especialmente para certos assuntos. Minha concentração já não me capacita a reter boa parte do que ouço ou assisto, a não ser quando se trata de vivências humanas ou coisas do gênero. Talvez, não tenha sido somente uma perda da capacidade intelectual, pois isto percebo que realmente ocorreu de forma gritante, mas também uma mudança de valores e ótica de vida. Por um lado é bom que mudemos, mas por outro lado sofro, pois ainda me lembro de como eu era e gostaria de não apenas ter mudado, mas ter a ótica e os valores de hoje, somados ao intelecto de ontem. Bem, de qualquer modo são mudanças que temos que ir administrando ao longo de nossas vidas, todos passamos por elas, cada qual de um modo e em uma proporção, mas todos passamos...
Até hoje, se alguém me contasse sua história, eu consigo entender seu sofrimento ou alegria com tal profundidade que, muitas vezes, o faço de forma mais intensa do que a, conscientemente, sentida pelo próprio narrador da mesma.
Por inúmeras vezes comecei escrever livros, queria colocar no papel minhas experiências, no início eu sempre ficava muitoentusiasmada, entretanto, a medida que ia escrevendo, passava a imaginar como os leitores poderiam me criticar e era tomada poruma insegurança tola, de modo que sempre parava sem que conseguisse concluir. Lembro-me que um deles tinha até um de meus desenhos esboçados na capa, seu título seria "Um ontem e um amanhã". Ele era um relato pessoal de uma das fases "negras" de minha vida, mas ao contrário de mim que me encontrava muito confusa e sem saber que rumo tomar, ele era revestido de uma convicção tão peculiar por parte da protagonista, seu nome era Andréa Dantas, uma linda mulher,com longos cabelos loiros e cacheados, sua força, determinação e capacidade de decisão ímpar me fortaleciam, com certeza, ela era um conforto que me fazia continuar a jornada, sem flagelos, pelo menos não na história.
Comecei escrever histórias infantis, criei vários personagens, nunca publiquei nenhuma delas. Os protagonistas, fossem eles do sexo masculino, ou feminino, espelhavam sempre meu afã em tirar tudo de letra, o que, na verdade não era uma realidade vivida, apenas ficcional.
A cada instante eu me sentia flagelada e fraca, mas aquele "Eu" imaginário era forte e sempre me reerguia, me fazia "superar" cada incidente, "grande ou pequeno". Aos olhos alheios, olhos dos que não mergulham em águas tão profundas, as proporções ou dimensões dos acontecimentos não eram as minhas. Aparentemente, era como se eu mergulhasse na lama e, por um momento, tivesse a impressão de que ela estava impregnada em mim, mas então minha "realidade ficcional” me socorria, fazendo com que uma ducha relaxante me deixasse limpa novamente. E então eu era forte de novo, mas será que esta era eu? Sim? Não? Talvez sim, pelo menos até a próxima experiência ou aventura.
Bem, ao longo do tempo amontoei pilhas de depoimentos pessoais ou cartas de amigos, que, como eu, gostavam de devagar em devaneios. Desenhados ou escritos, que a certa altura de minha vida passaram ser "meu tesouro". De tempos em tempos, com grande freqüência, eu os apanhava, os relia e me deliciava com o que havia escrito ou desenhado, ou recebido de alguém, era como quando conseguimos encontrar uma amiga tão íntima, tão especial, com a qual podemos nos abrir por completo e sermos integralmente compreendidos. Não sei se isso é importante, mas agora lembrei-me que, por quatro longos anos eu fui a primeira filha de meus pais, a neta e sobrinha caçula por parte de mãe, o que por um lado era eu era muito mimada, mas para uma criança era uma vida solitária, sem amiguimos, assim eu sempre criei amigos imaginários que me faziam companhia. por fossem disformes aos olhos dos outros e reconhecia cada traço, e sabia ou pelo menos deduzia de que se tratavam. Houve uma época em que tive que me desfazer, a contragosto, de todo aquele material. Material que eu guardara para os solitários dias de minha velhice. A perda, ou involuntária destruição, do meu tesouro, desnorteou-me. A partir de então a realidade passou ser minha única companheira e, por um tempo, sem saber ao certo quem e como eu era, passei apenas a viver, ou melhor sobreviver, dia após dia. Tudo parecia ter perdido o sentido, era como se eu tivesse deixado de existir como minhas lembranças. A dor que senti era tão superior às minhas forças, que a guardei no mais profundo de mim, em um canto tão escondido e trancafiado, que nem mesmo eu o visitava. Adquiri uma aparência em forma de casca de ovo, após a saída do filhote, eu estava oca por dentro. Agora posso perceber que foi então que perdi minha capacidade de raciocínio lógico, se é que posso chamar assim, todo meu aprendizado de anos fora por água abaixo e, de repente, coisas que me eram familiares anteriormente, ecoavam como algo estranho, algo que sabia ter visto algum dia, mas já não reconhecia ou lembrava. Para mim, a melhor maneira de explicar isto é imaginar como um rolo do negativo de um filme fotográfico. Um filme que gerou fotos lindas, coloridas, outras sombrias, mas a revelação estava lá. Só que do negativo, grande parte havia sido perdida, apagada. Então, podia-se ver as fotos, mas não saber como elas haviam surgido, pois não havia como provar ou chegar a elas pelo mesmo caminho novamente.
Ao longo dos anos tenho feito muitas tentativas de reencontrar o elo perdido, mas atualmente tenho percebido que estou muito próxima dele e creio ter chegado a hora a expor os fatos, os passos certeiros ou incertos, vitoriosos ou drásticos, mas que somam o que fui e sou e, principalmente, o que pretendo ser. Concluí que já não podia mais guardar somente para mim todo este processo. Sei que expor-me de tal modo pode ser perigoso, as pessoas podem não entender, talvez, muitas delas me achem fútil, dramática demais ou quem sabe, louca. Em tudo que fazemos, sempre há um lado bom e um ruim. Mas, se de alguma forma, para alguém, esta experiência for útil, terá valido a pena. E caso não seja útil para uma única pessoa, com certeza eu saberei que tentei.
Os relatos, os desenhos, as poesias, as auto-análises que farei após cada um deles e o parecer de profissional, meu terapeuta (que tem sido um instrumento de Deus em minha vida), você irá ler a partir de agora. Podem não relatar muito, perto de tantas mazelas que temos visto e vivido nos últimos tempos, mas, com certeza serão a mais pura e real história de uma mulher de quarenta e dois anos que reconhece que Deus não a trouxe a esse mundo apenas para viver e morrer, mas sim para expressar como Ele pode tornar derrotas em vitórias e como seus planos para nossas vidas são detalhados para honra e glória de Seu nome.
26/09/2001