quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Início da terapia


Tive hoje minha primeira sessão de terapia, Apesar de não ter conseguido consulta com a psicóloga indicada pelo médico, comecei com uma colega dela e me pareceu boa. Apesar de que cada sessão dura somente 30 minutos, sendo uma a cada semana, num total de 40 ao ano, acho que surtirá um ótimo efeito.
Saindo de lá fui ao consultório do psiquiatra para trocar a guia e aproveitei para deixar um bilhete, visto que ele não estava, esclarecendo como eu me sinto péssima, coisas que ontem por telefone não consegui falar. Espero que ele me compreenda e considere como estou me sentindo mal, a dificuldade imensa para acordar de manhã, falta de ânimo para me arrumar, sair e como tem sido terrível manter-me acordada o dia todo, tendo inclusive que dormir um pouco no horário de almoço. Hoje, como nova tentativa, em cima do que ele falou ao telefone ontem, não tomei a carbamazepina pela manhã e sim só um comprimido de lamotrigina 25 mg. O sono ainda prevalece, mas pode ser o fato de ainda não ter me acostumado. A tarde, tentarei uma carbamazepina de 100 mg e 1 lamotrigina 50 mg, como já estava prescrito, tentarei tomar por volta das 18 horas para ver se amanhã acordo mais disposta. E assim vamos tentando até que consiga a nova consulta com ele e me equilibre.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Relatando os fatos


Numa tentativa de acordar mais bem disposta tomei a última dose de carbamazepina e a única de lamotrigina às 18 h e não antes de durmir. De fato consegui acordar mais bem disposta, sem as vertigens do dia anterior, mas quando por volta de 10h da manhã a terrível sensação de tristeza já tinha me invadido, aguentei até as 11 horas, então logo depois das 11h tomei a primeira de carbamazepina de hoje. Meu objetivo é ficar indolente em períodos mais "permitidos", ou seja meus horários de almoço e a noite. Almocei e logo após o almoço tive que ir para o banheiro onde tenho um banco bem baixinho de madeira de aproximadamente 0,60x1,20mt, deitei-me nele e me cobri com o casaco que havia trazido, dormi por quase duas horas, como se estivesse me deitando na melhor das camas e com o mais confortável dos travesseiros. Claro que acordei toda doída, com a cara amassada e pior querendo dormir o resto da tarde, mas de qualquer forma foi um alívio poder me deitar ali. Agora quase duas horas depois, quando me levanto quase cambaleio. Hoje felizmente consegui dar conta do que tinha para fazer até que um novo cliente entre. Normalmente nestes intervalos eu faço as coisas do Portal, mas estou tão confusa que não estou consiguindo fazer nada. Quando chegar em casa terei que lavar e organizar as roupas, pois a passadeira deve ir lá na quinta e eu não estou com o menor ânimo para isto. Francamente tem sido bastante complicado equacionar meus dias por cansa desta indolência insuportável.
Os espasmos causados pelos remédios também são sentidos próximos aos horários em que os mesmos são tomados.
Eu hoje além da tristeza tive um desejo imenso de comprar sapatos e roupas. Não como algo normal, mas como característica de compulsão mesmo.
Agora que já faz cinco horas que tomei o último comprimido estou bem, tranquila, sem espasmos ou sono, lamentavelmente em breve tomarei outro comprimido e provavelmente os sintomas voltarão. Isto acontecerá até que as dosagens possam ser reduzidas e eu fique em equilíbrio, espero que o mais breve possível.
Outra coisa que tem ocorrido comigo é buscar nas histórias que crio, quase que todo o tempo em que estou sozinha, uma forma de realização pessoal, ou seja, me transporto para elas. O fato de ser escritora e criar histórias o tempo todo deveria ser ótimo, entretanto não é pelas seguintes razões, elas ocorrem com tanta velocidade e em momentos em que eu deveria descansar ou escrevê-las, mas na verdade estou deitada, portanto não descanso como deveria. Além disto, eu normalmente acabo meio que fugindo da minha realidade para personificá-las, o que é péssimo. Não fazer isto é mais uma das lutas que travo comigo mesma.
Até o momento a medicina não tem cura para o TAB e mesmo com medicação não se pode garantir que as crises depressivas ou maníacas surjam, então por hora é usar a medicação e confiar em Deus. É isto que eu tenho feito.
Em breve sei que estarei bem, mesmo assim quero deixar registrados estes relatos que podem me servir no futuro ou a outra pessoa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Você que é jovem, leia isto pode lhe servir


Olhe ao longo do lago, veja as bolhas que se formam de tempos em tempos, sou eu tentando emergir, querendo respirar, mas logo volto para o fundo.
Afogo-me desesperadamente neste transtorno afetivo bipolar que me deixa tão "down".
O que desencadeou a crise desta vez?
Várias coisas, mas o que mais pega é grana, a falta de perspectiva de melhora, a idade que chegou e os muitos sonhos que passaram.
Não importa, creio que tudo isto vá se ajeitar e espero em Deus que no menor prazo possível. Ocorre que quando entro em depressão vejo tudo muito negro e sem saída. Perco minha fé em mim, ainda que não a perca em Deus.
Se alguém que me lê é jovem e tem comportamentos estranhos de vez em quando, busque ajuda o quanto antes, faça terapia, procure um médico. Sabe, eu era uma adolescente alegre, mas "era do tipo dona do próprio nariz", muito impulsiva. As vezes ficava muito brava mesmo, esmurrava tudo e me sentia a dona do mundo, rebelde exprime melhor. Na época era isto que eu pensava ser. Por muitas vezes minha mãe e tia quiseram me levar ao médico, a um psicólogo e eu dizia não ser louca. De fato não era louca, como não sou, mas penso que desde então o transtorno já se manifestava eventualmente.
Minha impulsividade me fez perder grandes oportunidades. Em 1978 passei na primeira fase da UNICAMP em Economia e na prova teórica da Caixa Ecoñômica Federal. Com certeza eu passaria na prova prática de datilografia, pois tinha feito o curso havia pouco tempo e datilografava muito no serviço que tinha na época. Era ótima de redação, tinha acabado de sair do Colégio, onde sempre tive excelentes notas, portanto era certo de que passaria na segunda fase do vestibular. Surgiu uma viagem para a praia, viagem esta que poderia acontecer em qualquer outro momento, mas eu simplesmente fui viajar e perdi a oportunidade de ser funcionária da Caixa Econômica Federal e cursar Economia na UNICAMP. Talvez isto não me fizesse uma pessoa realizada, mas permitiria agora fazer o que me realiza com tranquilidade. Quantos cursos de ingles começados e parados na metade, enfim são tantas histórias das quais o arrependimento me frustraM. Não adiantará é claro me sentar e lamentar agora, ou me afundar sem sair cama pensando porque não fiz isto ou aquilo, preciso sim viver nestes anos que me restam de forma a não me arrepender depois. MAS QUERO DEIXAR ESTA MENSAGEM A VOCÊ QUE É MAIS JOVEM E TALVEZ ESTEJA PENSANDO EM DEIXAR OPORTUNIDADES IREM EMBORA COMO EU FIZ UM DIA.
Hoje estou nesta fase depressiva, sinto-me muito mal e sei que carrego comigo muitas consequências do que fIz ou deixei de fazer no passado, das minhas compulsões então nem se fale, mas também tenho fé que em breve estarei equilibrada de novo, que os controladores de humor regularizarão minha vida e mesmo que eu não viva no mar de rosas que gostaria de viver terei energia. Independente de como estou hoje, não perco minha fé em Deus, pois tenho a certeza de que Ele é meu Senhor e Salvador independente de como eu me sinta.

domingo, 6 de novembro de 2011

continuo na mesma........................ bah!

sábado, 5 de novembro de 2011

Inconformada, indolente e impotente!


Não posso dizer que tenho motivos para estar triste a não ser a questão de grana que está pegando mesmo. Eu estou bem em quase todas as áreas. mas estou assim acabada, indolente, impotente e inconformada com minha situação financeira. Mal consigo me manter em pé. Um final de ano bem complicado, sem planos e nem folgas.
Ontem pedi uma afastamento provisório das minhas funções no Portal. Na verdade, mais das participações em alguns eventos e atividades, com isto conseguirei descansar um pouco mais e gastar menos com minhas saídas coisa que agora e por nem sei por quanto tempo não posso pensar. Continuo com a certeza de que preciso conseguir algo para ganhar dinheiro, mas se mal dou conta do que de fate o tenho que fazer, como posso conseguir isto. Penso que terei que me aposentar daqui é dezenove meses para pensar nisto. Ao mesmo tempo que não vejo a hora, uma sensação de vazio me aperta o peito. Deve ser muito normal, quando se passa uma vida trabalhando em um mesmo lugar é estranho pensar que se Deus permitir muito em breve não fará mais isto. Aquela cadeira que nunca foi sua, mas que você dizia ser e todas as coisas personalizadas sobre a mesa não estarão mais ao seu alcance...
Não quero pensar nisto agora, acho que já tenho problemas demais para pensar no dia de hoje, vou deixar isto para amanhã.
Ontem passei pelo Banco e vi que ainda não creditaram o dinheiro que descontaram de um seguro enorme para o qual não optei e o pior que tiraram do especial. Nossa fico inconformada com estes procedimentos bancários.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Decisão tomada

Até que acordei mais animada, cheguei no trabalho fazendo faxina em tudo, mas a notícia de uma reunião hoje a noite acabou comigo. Sinceramente no estado em que estou anseio por ficar em casa de sexta a domingo, sem nenhum compromisso. Com isto concluo que pedir meu afastamento é o que de melhor tenho a fazer. O mundo não para por eu estar depressiva, então não posso ter grandes responsabilidades no momento, pois não me encontro em condições fisicas de cumprí-las. Não estranhe quando eu digo físicas, é exatamente o que quis dizer. Minha mente, apesar de lenta, está conscia e bem, mas meu corpo não consegue acompanhar os afazeres muitos. Tentarei como já pretendia um afastamento por três meses, assim acabo o ano com apenas uma função e em janeiro tiro minhas férias, em fevereiro reavalio se consigo ou não voltar. Agora mesmo que não concordem com um afastamento provisório, pedirei o definitivo, afinal minha saúde é mais importante do que qualquer sonho ou ideal, pois sem ela de que adianta sonhar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Muito cansada


Estou triste porque se não tomo o rémédio a depressão e o descontrole aparecem, se tomo melhoro destes sintomas horríveis, mas fico morrendo de sono com uma capacidade de produzir muito baixa. Tomara que logo consiga chegar em um ponto de equilíbrio em nome de Jesus.