quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Oscilações

Desde outubro do ano passado acompanhei me irmão que infelizmente não resistiu a um câncer extremamente agressivo e faleceu em dezembro. Sua morte, todas as providências e dificuldades que enfrentei até poucos dias me fizeram desestabilizar. Houve dias que tive medo de surtar, mas me mantive firme com a medicação, terapia e visitas ao médico e principalmente confiando em Deus soberano, o que me ajudou a suportar cada crise momentânea. Felizmente, agora estou estável apesar de sentir muitas saudades do meu irmão pretendo me lembrar dele como era, alegre, disposto e talentoso.
Quis compartilhar isto com vocês, pois quem sabe alguém não esteja passando por crises que pensa ser o fim.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

6º Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea

Estou concorrendo com três livros no 6º Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea convido-os a conhecer as obras e dar seu voto, são eles:
Se necessário, copie e cole o endereço na barra de ferramentas para dar seu voto.
Agradeço imensamente,

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Momentaneamente arrasada, mas aos pés de Jesus

Estou arrasada com algo que aconteceu agora pouco.
Apesar de toda correria as coisas caminhavam muito bem. Pela primeira vez em meses meses tive a sensação eliminaria os trabalhos pendentes, mas algo me tirou do prumo.
Não vou entrar no detalhe sobre o ocorrido até porque não muda meu depoimento, só quero compartilhar o quanto procuro agir de forma acertada com o que faço. Procuro respeitar as regras estabelecidas e oferecer até mais do que me é pedido em cada trabalho que me proponho a fazer.
Por outro lado, eu me esforço para intermediar situações desagradáveis e o resultado negativa recai sobre mim. Não que seja por culta das partes, mas minha que me proponho à intermediação. Fico sempre pensado que se eu não esclarecer cada detalhe de um para com outro pode ser um problema e, ao contrário disto o problema é justamente não me posicionar de forma segura com as informações que já disponho.
E aqui estou eu, depois de um período de regozijo, triste, com um nó na garganta e a sensação de que fui um estúpida insegura. Que acabarei perdendo coisas que levei tempo para conquistar e que me faziam tão bem.
Agora vou me sentar aos pés de Jesus, respirar fundo, erguer a cabeça, aceitar que o que está feito está e não deixar que isto me impeça de seguir em frente.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Dia tranquilo

Após meu relato de ontem e de eu ter corrido bastante hoje o dia foi razoavelmente tranquilo. O que me faz concluir que voltar com os 3 comprimidos de ácido valproico foi uma boa opção.


Ilustração - Oscar-Claude Monet - pintor francês e o mais célebre entre os pintores impressionistas. O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, "Impressão, nascer do sol", Nasceu em 14 de novembro de 1840, em Paris, França e faleceu em 5 de dezembro de 1926, em Giverny, França.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Insegurança x euforia perigosa

Desde a semana passada fui tomada por um estado eufórico preocupante. Na verdade, antes disso eu andei sonolenta e insegura. Fiquei alguns dias tomando apenas 2 dos 3 comprimidos de ácido valproico. A insegurança melhorou bastante, sentir-me segura é algo maravilhoso. Entretanto, percebi que ela poderia dar lugar a mania, o que é desesperador. Voltei, imediatamente, à antiga dosagem e medicação, ou seja: 2 comprimidos de lamotrigina (cedo e à noite) ; 3 comprimidos de ácido valproico (cedo, à tarde e à noite) e 1 comprimidos de bupropiona.

A linha entre o equilíbrio e a mania ou depressão é muito tênue, o que nos deixa suscetíveis à fases de instabilidade nada aconselháveis. Com o decorrer do tempo e a atenção redobrada quanto ao uso correto da medicação é possível pontuar situações do gênero. Passamos a reconhecer sinais que podem provocar crises.

Fico sempre atenta quando me percebo muito triste e medrosa ou muito falante, incapaz de não expressar opiniões nem sempre agradáveis, com desejo de comprar tudo o que vejo pela frente, correndo tanto com minhas tarefas que mal consigo me acompanhar, com uma pressão atordoadora na cabeça, não conseguindo me concentrar,  com dificuldade de dizer não para coisas que me são impossíveis ou não possíveis no momento, derrubando e quebrando coisas, com vontade de me isolar, etc. 

Felizmente surtei uma única vez e espero que não aconteça nunca mais, por isso sou tão preocupada com meu tratamento. Foi um episódio bastante rápido, ainda assim doloroso. Fora isso tive estados depressivos ou eufóricos controláveis durante toda a vida, de forma que até o surto sequer tinha sido diagnosticada como portadora de T.A.B. Meus tratamentos eram voltados à depressão, síndrome do pânico e coisas do gênero. Os impulsos exacerbados, um tanto agressivo muitas vezes e momentâneos que me eram intrínsecos eram atribuídos a uma personalidade forte.

  1. Ilustração Ismael Nery - pintor brasileiro de influência surrealista. Nasceu 9 de outubro de 1900, em Belém do Pará e faleceu em 6 de abril de 1934, em Campo Grande , Rio de Janeiro. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes.
E não se esqueçam que sou apenas uma portadora de T.A.B e não uma especialista no assunto. Alguém que compartilha experiências e suscetibilidades da doença para talvez alertar alguém sobre a necessidade de buscar ou permanecer com o tratamento. 

domingo, 9 de agosto de 2015

Alucinógeno



Minha mente é uma composição de versos,
músicas e coreografias.
Sou assim mesmo, eu amo demais as pessoas.
Amo tanto que penso sentir por elas
a dor e a alegria.

E estas, dor e alegria,
levam-me a viagens subterrâneas e obscuras,
 ou a oásis estupendos,
como elixir para transformações mágicas.

Como um alucinógeno,
percorro a ambiguidade de mim.
E na primeira classe,
sinto com toda intensidade
os mais ricos sentimentos e sensações.

Teresa Azevedo


Pintura de Edward Robert Hughes foi um pintor inglês influenciado pelo esteticismo e pelos Pré-Rafaelitas. Viveu no período de 1851 a 1914 no Reino Unido.




sexta-feira, 31 de julho de 2015

Vitória à vista

Olá pessoal!

Demoro a escrever e compartilhar, mas sempre tenho muito a compartilhar. Porém, enquanto estou em pé as horas passam tão depressa, quando me deito as palavras vêm, as verdades fluem, mas cansaço os aplaca e rendo-me ao sono.

Desde a minha crise, quando da descoberta do Transtorno Bipolar, sinto-me "equilibrada". Naturalmente, com altos e baixos plenamente aceitáveis e incomparáveis a um surto psicótico.

Por esta e outras razões, que em 2013 escrevi um projeto literossocial, intitulado "Ondulações" que visa transformar vidas através da arte, assim como minha vida foi transformada. Apresentei-o no III Encontro da Academia Nacional de Letras do Poetas do Portal do Poeta Brasileiro que faço parte. Naturalmente que Deus, minha família, idas regulares ao psiquiatra e terapeuta, além da medicação ininterrupta me propiciam equilíbrio e tranquilidade necessários para que eu atravesse a ponte entre fazer mecânico e o sentir-me plena e realizada enquanto pessoa. Não mais à margem da Sociedade.

Através do Projeto visito várias Instituições, como - casas de repouso, abrigos para crianças, serviços de saúde mental, aidético, moradores de rua, instituto dos cegos, da criança paralítica, etc. Em cada lugar que vou percebo o quanto vencer barreiras é possível, aprendo muito com cada um dos assistidos e com a coordenação. Sinto-me acolhida com tamanha generosidade e carinho, só tenho a agradecer a Deus por cada oportunidade.

Sei que nem sempre é possível disponibilizar um tempo para atividades  sociais, existem dificuldades financeiras para o tratamento, incompreensão por parte da família e tantas outras barreiras, mas não tenho dúvida que, seja qual for sua situação, você pode encontrar forças e direção para alcançar a estabilidade emocional e o primeiro passo é acreditar nisso.

Acredite a vitória está em suas mãos, ela não é definitiva tem que ser conquistada dia-a-dia, não desista.

Peço a Deus que os oriente e guarde seus caminhos. 




Teresa Azevedo