Caros leitores! Neste blog pos, Estão meus relatos diários sobre o TAB, portadora que sou. Agradeço por seus comentários ou relatos sobre assunto ou correlatos. Sua participação é importante! Abraço Teresa Azevedo http://www.teresaazevedo.prosaeverso.net/ krika3@gmail.com Venda do meus livros: www.clubedeautores.com.br
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Carta especial x sentimento de fracasso
Deitei-me exausta, mas tive o sono interrompido por uma angústia e sentimento de fracasso enormes. Na madrugada de ontem tive um pesadelo e não consegui dormir, passei o dia atordoada lembrando-me dele, uma dor de cabeça me acompanhou de manhã à noite. Fui ao DETRAN para dar entrada em um pedido de carta especial por conta de problemas no joelho esquerdo (quando ele dói muito, não consigo ficar com a perna dobrada em 90 graus por mais de cinco minutos, quando dirijo tenho que ficar colocando a mão sobre ele para esquentá-lo, pois dói muito), coluna e tornozelo e pé direito (que me incomoda demais para andar, mas não me atrapalha para dirigir), levei um laudo do meu ortopedista e todos os exames que dispunha para avaliação. No DETRAN o atendimento ali foi bastante ágil de modo que fui orientada a escolher uma data e local para ir à Clínica Conveniada para obter o laudo que dão para prosseguir com o processo, decidi pegar o primeiro horário da agenda de ontem mesmo. Ao ser recebida pelo médico expliquei o que sentia ressaltando o problema no joelho esquerdo, passei os exames que dispunha e ele me perguntou se eu sabia que teria que tirar carta e comprar uma carro adaptado com acelerador do lado esquerdo eu interpelei esclarecendo que minha maior queixa era o meu joelho esquerdo e ele se exaltou, disse que o que havia era o problema no meu tornozelo direito e que não dava pra "brincar" de querer uma carta especial... Insisti dizendo que imaginava que um carro automático já resolveria e que não sabia se teria condições financeiras para um carro adaptado, ele acrescentou que então daria meu laudo como apta e que depois eu deveria recorrer se quisesse e ser submetida a uma junta de três médicos em outro local para nova avaliação. Como disse, eu estava atordoada com a dor de cabeça e pela noite anterior mal dormida, sentia-me fragilizada e a rispidez com que falou comigo me abalou profundamente, abalada e sem saber o que fazer optei por concordar com o laudo para o carro adaptado. Conclusão: saí de lá sem carta (felizmente tinha ido de uber, precisarei fazer no mínimo duas aulas em um carro adaptado que custará R$400,00, fazer o exame de volante (não sei se há custo para ele, creio que não), além de R$450,00 para liberação de laudo, isto eu já previa. Porém, depois teria que comprar um carro e mandar adaptar e não apenas um carro automático como pensei que seria e o pior, um carro que seria adaptado ao meu problema, mas eu divido o carro com meu filho e marido e então como seria? E mais angustiante, razão maior da minha frustração: COMO EU RESOLVERIA O QUE MAIS ME INCOMODA PARA DIRIGIR - A DOR NO JOELHO ESQUERDO, QUE HOJE DÓI MUITO SÓ DE USAR A EMBREAGEM QUE É ALGO MUITO MENOR DO QUE A ACELERAÇÃO? Sinceramente, o mínimo que eu esperava é que ele pedisse algum exame complementar se houvesse alguma dúvida quanto a minha argumentação do joelho.
sábado, 17 de agosto de 2019
Há tanto tempo que não entro aqui. Na verdade não por falta de vontade, mas de tempo. A ideia de compartilhar meus relatos contínuos foi uma alavanca para meu bem estar. Desde o início obtive tantas vantagens com tal atitude que fui criando novos mecanismos. Primeiro a intenção foi mesmo desabafar, depois eu queria contar o quanto a poesia, escrever e me expressar de todas as maneiras que estivessem ao meu alcance foi maravilhoso, com o tempo pessoas com problemas iguais ou parecidos ou mesmo profissionais que trabalhavam com isto foram me propiciando alavancas que permitiam um equilíbrio tão almejado. Os feedbacks eram deliciosos, não vou dizer que fui curada porque faço uso de medicação até hoje, 1 comprimido de ácido valproico de 500 mg e 1 de lamotrigina são minha ajuda química, a família o meu alicerce, os amigos o abraço e atenção, os pares a oportunidade de ver que outras pessoas sofrem com problemas de saúde mental e isso não as torna menos importantes, talentosas ou parte da sociedade, pelo contrário. Entretanto, havia a exclusão a ser combatida, exclusão que todos sentimos em um ou outro momento em nossas vidas, e foi aí que, em 2013, escrevi o livro de poesias Ondulações, onde a ideia era dar ao leitor a oportunidade de também compartilhar seus dramas e para isso eu mantive uma folha em braco após cada poesia. No mesmo ano percebi que precisava ir além e escrevi o Projeto Ondulações, um projeto lítero social que leva poesia e arte a todo lugar onde existam pessoas com quaisquer tipo de mazela ou exclusão. O Projeto vingou e desde o seu início estive, juntamente com voluntários que compraram a ideia,em aproximadamente trinta instituições. Trabalhamos com poesia, arte, cultura de modo geral, mas principalmente com o resgate da auto-estima dos assistidos. Após seis anos de estrada estamos em vias de nos tornarmos uma Associação. Temos mais de vinte publicações sobre nossas andanças e a cada evento somos fortalecidos pelo carinho com que somos recebidos e com as trocas de experiência que realizamos. Com o projeto a todo vapor há três anos tive alta da terapia que vinha fazendo desde o meu primeiro e, graças ao bom Deus, único surto. Hoje tenho plena convicção de que esse filho crescido chamado "Projeto Ondulações", que em breve deverá se tornar a Associação OndulArte é o combustível mais adequado para o meu equilíbrio f´sico e emocional. Decidi interromper o relatório de atividades que estava trabalhando, pois para prepará-los estava transcrevendo os trabalhos que os assistidos de uma Clínica de Saúde Mental fizeram e a cada leitura minha gratidão a Deus foi se tornando incontrolável de tal modo que precisava dividi-la com você leitor que hoje ou daqui a algum tempo lerá este breve relato. Sendo assim, permita-me lhe dar um conselho: seja o que for o seu problema, trabalhe você onde trabalhar, ainda que não trabalhe ou estude o que gosta, não guarde para si suas mágoas, talentos e sonhos. Compartilhe-as de algum modo, seja por meio de um blog, de amigos, parentes, um livro, uma tela, um esporte ou o que melhor lhe aprouver. Creia em Deus e em você mesmo. Reconheça-se como pessoa importante e capaz e escolha fazer pelo menos uma coisa que de fato goste com a maior frequência que puder. Nem sempre podemos fazer o que de fato queremos e gostamos o tempo todo, mas com certeza podemos fazer tais coisas em alguns momentos. E se você gostou do que falei sobre o Projeto Ondulações e tem interesse em ser um voluntário no mesmo entre em contato pelo e-mail:ondularte.associacao@gmail.com Teresa Azevedo Poeta, escritora e coordenadora do Projeto Ondulações
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Roda(moinho)!
Ao mesmo tempo:
meu lado fera esbraveja,
o ignóbil surge.
minha frieza ignora,
o inconsequente inflama,
o sensível ressente-se,
a insegurança cala-me.
a neutralidade inspira-me.
o consciente pondera e aconselha.
Eu roda(moinho)!
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Abro a gaveta do tempo e, em um cartão de memória esquecido bem ao fundo, encontro meus sonhos, ideais e planos. Anos a vislumbrar a vida segundo minha vontade, determinando o fluxo que teriam meus dias, mas qual... Minha mente pueril e travessa, contrária ao meu corpo maduro, envelheceu. Juras que fiz, não pude cumprir, programas foram cancelados e o que não pretendi jamais, tive que fazer. Dos papéis e letras passei aos curativos, dos saraus ao acompanhamento e cuidados com meu pai, irmão durante o período de doença.Onde vi apoio e força só restou fragilidade e dependência. Amarguei lutos, abandonei fantasias e alimeitei-me da realidade. Preocupações fúteis deram lugar ao fazer diário.Permiti-me sofrer e aquietar-me, mas não perdi, neem perco oportunidades boas para sorrir, cantar e comemorar com os que amo. Se ainda tenho sonhos? Claro que sim, sou poeta, ainda que a poesia me falte muitas vezes. Sonhos e projetos que sei podem se efetivar ou não e, independente dos fatos tenho que seguir em frente, de cabeça erguida e atenta aos designos de Deus.. Não reclamo, nem me rebelo, apenas constato tais fatos e compreendo que Deus tem caminhos, segundo seus perfeitos propósitos e estes, muitas vezes, trazem consigo surpresas e mudanças extremas na direção contrária à desejada.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Boa tarde, a todos!
Há um bom tempo não relato nada nem neste ou outros que blogs e páginas que administro. Não raro deixo de fazê-lo em razão dos naturais períodos de apatia, comuns a pacientes com Transtorno Afetivo Bipolar.
No momento, entretanto, minha apatia não é falta ou mudança de medicação, mas em decorrência da doença e morte de meu irmão, amigo, orientador profissional e tantas outras coisas. Foi um choque, especialmente por ter acontecido próximo da morte de meu pai, que juntos, meu irmão e eu, cuidamos durante os três longos anos de padecimento sem sair da cama.
Sei que devo me lembrar das coisas boas que ambos fizeram e foram muitas, mas a amargura que me toma e remete-me ao periodo que acompanhei o sofrimento de meu irmão seja em minha casa ou no Hospital, em razão de um câncer agressivo.
Um flash do termo de responsabilidade que tivemos que assinar sobre o perigo de morte durante a última cirurgia, seu olhar de felicidade quando eu chegava para a visita ou quando eu lhe transmitia as mensagens de ânimo e carinho de pessoas queridas, das constantes idas ao pronto socorro, do esforço sobre-humano que ele fez para nos esconder a doença até três meses antes da primeira cirurgia, enfim...
De qualquer forma, cá estou eu relatando um pouco do que tenho vivido e reafirmando minha confiança em Deus, gratidão pelo carinho recebido de minha família e amigos verdadeiros, as consultas mensais com meu psiquiatra, a medicação e terapia quinzenal, sem os quais, provavelmente, eu não teria tido apenas um surto desde a descoberta da doença há aproximadamente cinco anos mas outros. Sinto-me momentaneamente triste e desanimada, sei que isso acontecerá de tempos em tempos, mas me mantenha firme e procuro dividir com meus pares um pouco disto.
Além dos cuidados com a casa e minha mãe de 93 anos que mora comigo, tenho me concentrado minhas forças nas atividades desenvolvidas com o Projeto Ondulações, idealizado por mim em 2013, um Projeto Literossocial apresentado no III Encontro da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro – ANLPPB, realizado em Maceió – em outubro de 2013, cujos objetivos são:
Geral:
• Transformar vidas através da arte.
Específicos:
• Melhorar a qualidade de vida dos assistidos;
• Disseminar a poesia e outras formas de arte;
• Mostrar a crianças, jovens e adultos de quaisquer classes sociais, clinicamente saudáveis ou não, livres ou presos de alguma forma, a repensarem suas vidas através da poesia e, desta maneira, utilizarem a arte como processo terapêutico. A cada participante será, ainda, sugerido o compartilhamento de sua experiência;
• Preparar facilitadores que possam encabeçar o projeto na comunidade já assistida;
• Contemplar com bibliotecas comunitárias as comunidades que estiverem aptas.
A cada visita nas diversas Insttuições procuro levar um pouco da minha experiência e superação, mas sem dúvida descubro em cada assistido as mais diferentes experiências, provas de superaçõa e exemplos de vida inimagináveis. Não há como não sair de cada local visitado com as forças e vigor renovados.
Tais coisas me dão a certeza de que superarei minha dor, ainda que demore um pouco.
Um grande abraço a todos, muita paz e equilíbrio.
Teresa Azevedo
sábado, 14 de maio de 2016
Descubra todos os talentos que Deus lhe deu
Reconheço e me aceito como portadora de Transtorno Afetivo Bipolar. Busco a superação diária de minhas limitações e medos através do reconhecimento de que Jesus não só me salvou, está sempre ao meu lado, mas me capacitou para isto; deu-me mecanismos para que eu mantenha minha estabilidade emocional, ou seja, consultas mensais com meu psiquiatra e quinzenais com minha terapeuta, uso correto e continuo da medicação. Porém, algo mais embala meus sonhos e me motiva a alcançá-los, o Projeto Ondulações.
O que é e como surgiu a ideia do Projeto Ondulações?
Do desejo de transmitir a outros minha alegria por ter a poesia como uma aliada. Eu passei a publicar minha obra aos 50 anos e com ela veio a tão almejada realização pessoal. Até que a poesia me acolhesse de forma terapêutica, afinal com ela eu dividia minhas dores, limitações, sonhos, enfim, eu não me sentia aceita no mundo racional/burocrático em que vivia. Como gratidão e na esperança de encontrar outros, que como eu, precisassem derramar suas almas através da arte escrevi "Projeto Ondulações 2013 - Gênesis" e a proposta era um compartilhar meus escritos com os dos leitores. A partir daquela publicação surgiu a ideia de ir ao encontro das pessoas fragilizadas por suas mazelas. Desde 2013 o Projeto tem ido a diversas Instituições e alcançado vidas, mas principalmente temos aprendido com os assistidos. A cada evento ou visita sinto-me renovada. Convido-o a conhecer as publicações do projeto que se encontram disponíveis no link:
https://drive.google.com/drive/u/0/folders/0B-JZhP45QaFxa0w4SDlWU251dDQ
São elas:
- Projeto Ondulações aprovado no III Encontro da Academia Nacional de
Letras do Portal do Poeta Brasileiro em outubro de 2013 em Maceió;
- Projeto Ondulações 2013 - Gênesis;
- Projeto Ondulações 2014 - Propostra e resultados
- Poesia e Pensamento em Ação - Projeto Onduações 2015 e
- Projeto Ondulações 2015 - Ondas Poéticas
Convido-o a visitar os links da Cooperativa Clube de Autores (
https://www.clubedeautores.com.br/authors?sort=&topic_id=&utf8=%E2%9C%93&what=teresa+azevedo&where=authors
), onde estão à venda outros livros de minha autoria e a assistir ao video sobre o Projeto
www.youtube.com/watch?v=qM3t5Dp2Y_I,
Participe! Você é muito importante para nós!
Teresa Azevedo
Membro Efetivo da ANLPPB - Cadeira 06
(Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro) e
Coordenadora do Projeto Ondulações
O que é e como surgiu a ideia do Projeto Ondulações?
Do desejo de transmitir a outros minha alegria por ter a poesia como uma aliada. Eu passei a publicar minha obra aos 50 anos e com ela veio a tão almejada realização pessoal. Até que a poesia me acolhesse de forma terapêutica, afinal com ela eu dividia minhas dores, limitações, sonhos, enfim, eu não me sentia aceita no mundo racional/burocrático em que vivia. Como gratidão e na esperança de encontrar outros, que como eu, precisassem derramar suas almas através da arte escrevi "Projeto Ondulações 2013 - Gênesis" e a proposta era um compartilhar meus escritos com os dos leitores. A partir daquela publicação surgiu a ideia de ir ao encontro das pessoas fragilizadas por suas mazelas. Desde 2013 o Projeto tem ido a diversas Instituições e alcançado vidas, mas principalmente temos aprendido com os assistidos. A cada evento ou visita sinto-me renovada. Convido-o a conhecer as publicações do projeto que se encontram disponíveis no link:
https://drive.google.com/drive/u/0/folders/0B-JZhP45QaFxa0w4SDlWU251dDQ
São elas:
- Projeto Ondulações aprovado no III Encontro da Academia Nacional de
Letras do Portal do Poeta Brasileiro em outubro de 2013 em Maceió;
- Projeto Ondulações 2013 - Gênesis;
- Projeto Ondulações 2014 - Propostra e resultados
- Poesia e Pensamento em Ação - Projeto Onduações 2015 e
- Projeto Ondulações 2015 - Ondas Poéticas
Convido-o a visitar os links da Cooperativa Clube de Autores (
https://www.clubedeautores.com.br/authors?sort=&topic_id=&utf8=%E2%9C%93&what=teresa+azevedo&where=authors
sexta-feira, 25 de março de 2016
Vencedora do Concurso a Arte de Viver - categoria poesia - direcionado a pacientes com distúrbio mentais
Compartilho com meus leitores o resultado do Concurso A Arte de Viver - Categoria Poesia no qual fui vencedora. Esse concurso foi destinado à pacientes portadores de esquizofrenia e transtorno bipolar convidados por seus psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, recreacionistas e demais profissionais de saúde mental.
Poesia Vencedora do Concurso
VI Concurso Nacional “Arte de Viver”
Percorrendo meu transtorno bipolar
Teresa Azevedo
Em um voo lunar, um sonar que desorienta.
Eu – baleia perdida, encantada e ferida –
Percorro meu transtorno bipolar
Em busca de respostas.
Rumo à compreensão da ambiguidade absoluta.
Lágrimas secas molham minh’alma
E, camufladas, esvaem-se na face à mostra.
Perco-me em loucura na ponte entre “eu” e “eu!”
Perco-me em loucura na ponte entre “eu” e “eu!”
No momento crucial
onde a mudança se faz,
O microinstante atemporal de brevidade
infinita.
Resume-se em
ondas senoidais através dos dias
Com a intensidade do colidir atômico.
Clamo por
sábio e incontestável equilíbrio,
Âncora de uma
psique sã –
Santos
desejos de mutantes sabores.
Recordo-me da
infância, do império perdido,
Volto à adolescência
e à rebeldia escaldante.
Aos desvarios
e imprevisibilidade da juventude,
Aos choques
traumáticos e familiares – dos quais
Ninguém
escapa de um modo ou outro.
Recordo-me da
maturidade exaurida,
Medrosa e depressiva,
Por vezes eufórica
e pseudopoderosa.
Do abandono
ao surto, o recobrar da consciência,
A descoberta
do Transtorno Afetivo Bipolar,
A disposição
para o tratamento, a terapia, a medicação.
A frustração
profissional, o encontro com a poesia,
A obtenção do
resgate e o desejo de dividir os frutos.
O ondular em
busca de pares – cascas encobertas –
A um passo da
ressureição.
O interagir,
fluir, jorrar, misturar de ondulações
Para enfim
transformar-se na mais linda
Das paisagens poéticas.
Assinar:
Postagens (Atom)

